Mais cinco dissidentes cubanos libertados chegam à Espanha

Os ex-presos políticos completam grupo de 20 dissidentes cubanos que aceitaram ir ao país europeu após serem libertados por Cuba

iG São Paulo |

Mais cinco dissidentes cubanos, libertados pelo governo de Havana, chegaram nesta sexta-feira a Madri com suas famílias, completando o grupo de 20 ex-presos políticos que concordaram em viajar à Espanha com quase 100 familiares.

Os dissidentes Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo, Antonio Díaz Sánchez, Blas Giraldo Reyes e Jesús Mustafá Felipe desembarcaram de dois voos comerciais provenientes de Havana no aeroporto de Madri-Barajas. Eles foram hospedados com suas famílias em um hotel da cidade de Alcorcón, ao sul de Madri.

Além dos cinco que chegaram nesta sexta-feira, completam a lista de 20 prisioneiros na Espanha Luis Milán, Mijail Bárzaga, Ricardo González, Léster González, Omar Ruiz, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, José Luis García Paneque, Pablo Pacheco, Omar Rodríguez, Normando Hernández, Arturo Pérez de Alejo, Manuel Ubals, Alfredo Pulido e Ricardo Enrique Silva.

Seis deles já foram transferidos com suas famílias para centros da Cruz Vermelha, do Comitê Espanhol de Ajuda ao Refugiado e da Associação Comissão Católica de Emigrantes.

Após uma mediação sem precedentes realizada pela Igreja Católica cubana e pela diplomacia espanhola com o presidente Raúl Castro,

Cuba anunciou no início de julho a libertação progressiva, em um período de quatro meses, dos restantes 52 prisioneiros

do grupo de 75 condenados em 2003 na chamada Primavera Negra.

Além dos 20 que escolheram ir à Espanha, dez presos indicaram que não quer deixar a ilha, enquanto outros expressaram o desejo de viver nos EUA, que abrigam uma comunidade de 1,5 milhão de pessoas de origem cubana. Dos cinco que chegaram nesta sexta-feira, um deles, José Ubaldo Izquierdo, pretende viajar para o Chile, que aceitou recebê-lo com sua família.

Madri indicou nesta semana que os dissidentes cubanos na Espanha podem optar pelo estatuto de refugiados políticos ou de "proteção internacional" e viver em Madri se assim desejarem.

A maioria dos dissidentes deve pedir a proteção internacional assistida, modalidade da lei espanhola de asilo que dá maior margem de ação do que a de refugiado político. Essa figura legal permite manter residência e trabalho, assim como ter acesso a auxílios para educação e moradia. Ao contrário do asilo, a proteção assistida também dá a opção de participar de atividades políticas e de retornar a Cuba - caso haja permissão do governo da ilha.

*Com EFE e AFP

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