Maioria parlamentar propõe governo de união nacional no Líbano

Abu Dhabi - A maioria parlamentar libanesa propôs a formação de um governo de união nacional no Líbano composto por 30 ministros, 11 deles da oposição, no marco dos esforços para resolver a crise política vivida no país.

EFE |

Segundo informou a televisão catariana "Al Jazira", a proposta foi feita hoje, durante o diálogo que os dirigentes da maioria e a oposição libanesas, liderada pelo grupo xiita Hisbolá, realizam na cidade de Doha.

De acordo com esse plano, a corrente majoritária teria 16 ministros no novo governo, e a oposição 11, enquanto três seriam nomeados pelo presidente que as partes elegerem para suceder Émile Lahoud, que abandonou o cargo no final de novembro após o fim de seu mandato.

A formação de um governo, a eleição de um novo presidente e a reforma da lei eleitoral são os três assuntos debatidos por diferentes grupos libaneses em Doha desde sábado.

Fontes libanesas citadas pela "Al Jazira" explicaram que seguem, no entanto, as divergências entre as duas partes a respeito de qual dessas três questões deve ser solucionada primeiro.

Os representantes da oposição insistem que se chegue a um acordo sobre a lei eleitoral e a formação de um governo antes da eleição do novo presidente.

Por sua parte, a maioria quer que o comandante do Exército libanês, Michel Suleiman, seja eleito sucessor de Lahoud na Presidência para pôr fim ao vazio institucional vivido pelo Líbano desde novembro, e depois de debater sobre as outras duas questões.

Para aproximar os pontos de vista das partes, o emir do Catar, xeque Hamad bin Jalifa al-Zani, se reuniu ontem à noite separadamente com dirigentes da maioria e da oposição, antes de reuni-los em uma mesma mesa.

O emir lhes propôs formar primeiro um governo, escolher um presidente e adiar para mais tarde o debate sobre a lei eleitoral, explicou a "Al Jazira".

O diálogo de Doha começou no sábado passado, graças à mediação do Catar e da Liga Árabe, após os enfrentamentos da última semana, que deixaram dezenas de mortos em Beirute.

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