Maioria parlamentar da Mauritânia rejeita volta do presidente deposto

Nuakchott, 27 set (EFE).- A maioria parlamentar (deputados e senadores) da Mauritânia expressou, em um declaração divulgada na sexta-feira à noite, em Nuakchott, sua rejeição a uma volta ao poder do ex-presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, deposto em 6 de agosto através de um golpe de Estado.

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A maioria parlamentar considerou que a volta de Abdallahi representava atravessar "a linha vermelha", segundo a declaração, que indicava que "o povo mauritano combaterá por todos os meios esse retorno, contra o interesse nacional do país, que não deve ser sacrificado perante um interesse individual".

"O povo mauritano - acrescentou - não cederá nunca à chantagem e não aceitará voltar à lamentável situação de antes de 6 de agosto de 2008, resultante do autoritarismo do ex-presidente".

A maioria parlamentar condenou também as resoluções adotadas pelo Conselho de Paz e de Segurança da União Africana (UA), que exigiu a volta ao poder de Abdallahi e ameaçou aplicar sanções à Mauritânia.

Neste sentido, criticou a UA por não levar em conta "a legalidade do Parlamento" e convidou todos os aliados da Mauritânia, incluindo esse organismo pan-africano, a visitar o país para receber garantias das autoridades mauritanas de uma volta à vida constitucional. EFE mo/an

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