Maioria dos franceses apóia saída de tropas do Afeganistão, diz pesquisa

Paris, 22 ago (EFE).- Pesquisa informa hoje que 55% dos franceses são favoráveis à retirada das tropas de seu país do Afeganistão, enquanto o ministro da Defesa, Hervé Morin, afirma que a meta dos talibãs é semear discórdia entre os povos da Europa sobre presenças militares no país asiático.

EFE |

Dez soldados franceses morreram e outros 21 ficaram feridos na última segunda-feira em uma emboscada talibã a cerca de 50 quilômetros de Cabul, naquela que foi a pior ação com baixas sofrida em combate pelo Exército francês desde o conflito pela independência da Argélia.

O drama deu origem a críticas não apenas entre a oposição de esquerda com relação à estratégia francesa e aliada no Afeganistão.

Na pesquisa do instituto CSA publicada hoje pelo "Le Parisien", 55% dos entrevistados opinam que a França deve retirar suas tropas do Afeganistão porque "se depara com um conflito sobre o qual não tem influência".

A enquete revela ainda que 36% acreditam, por outro lado, que as tropas devem permanecem no país asiático, porque participam da luta contra o terrorismo internacional, como afirma o Governo.

Com relação ao Afeganistão, 48% dos franceses dizem confiar no chefe de Estado, Nicolas Sarkozy, frente a 46% que afirmam que não.

Na homenagem nacional feita ontem aos soldados mortos, Sarkozy deixou claro que a França seguirá no Afeganistão.

"Não temos o direito de deixar que os bárbaros vençam, porque a derrota no outro extremo do mundo seria saldada com uma derrota" em território francês.

Para a edição do diário "Le Figaro" publicada hoje, o ministro da Defesa afirmou que o objetivo dos talibãs no Afeganistão é semear discórdia entre a opinião pública européia sobre a validade do compromisso internacional com relação ao país asiático.

Com seus ataques, (os talibãs) "tentam enfraquecer as convicções da população e provocar retiradas de forças militares de certos países", o que "em um efeito dominó levaria ao desmoronamento dos esforços" impulsionados em 2001 a pedido da ONU, adverte.

Após reiterar que não haverá mudança na participação da França, o ministro lembrou que Paris "sempre" disse que a solução não é "somente militar".

"É preciso uma ação de reconstrução e esforços em todos os setores", afirmou Morin, que, no âmbito militar, defendeu "mais coerência" entre as diversas forças internacionais. EFE al/fr

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