Washington, 30 out (EFE).- A maioria dos americanos desconfia do que ouve, lê ou vê na imprensa sobre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos e acha que os jornalistas fazem um trabalho medíocre ao separar opiniões e fatos, segundo uma pesquisa divulgada hoje.

A sondagem, realizada pela Universidade de Harvard e pelo Grupo Merriam River, indica que 62% dos americanos desconfiam da cobertura que a mídia faz da disputa eleitoral, número similar ao aferido um ano atrás, quando quase 64% dos entrevistados disseram o mesmo.

Ainda de acordo com a pesquisa, uma percentagem similar acredita que os meios de comunicação não separam bem suas opiniões dos fatos.

A pesquisa revela ainda que os americanos acham que a mídia foca demais assuntos "triviais" (89%), demonstra seus preconceitos políticos na cobertura eleitoral (77%) e, ainda assim, tem "muita influência" (82%) no voto dos eleitores.

Segundo os pesquisadores, a desconfiança provém, em parte, da cobertura "negativa" nos meios de comunicação: 42% dos entrevistados disseram que a cobertura negativa influencia seu voto contra um candidato, enquanto só 28% disseram que reportagens positivas têm o efeito contrário.

Por outro lado, 77% dos americanos acham que a cobertura eleitoral é muito "esquerdista", excessivamente "conservadora" ou "ambas" as coisas.

Perguntados sobre que meios de comunicação merecem sua maior confiança na cobertura eleitoral, os entrevistados disseram que confiam nos canais de TV a cabo (39,5%), nos canais abertos (18,9%) e na imprensa escrita (10,6%).

Das 997 pessoas ouvidas, 11,7% afirmaram que desconfiam ou não utilizam os meios de comunicação como fonte de informação sobre a disputa.

"Os americanos acham que enfrentamos uma crise de liderança e que esta eleição é muito importante para o futuro do país", explicou Seth Rosenthal, autor da pesquisa.

"Em um momento em que os americanos exigem líderes melhores, sua desconfiança em relação à cobertura que a mídia faz da campanha presidencial é preocupante", acrescentou. EFE mp/sc

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