Maioria das vítimas da tragédia aérea de Madri será identificada até domingo

A maioria dos corpos das vítimas do acidente de avião de quarta-feira em Madri, que deixou 153 mortos e 19 feridos, será identificada até domingo, anunciou neste sábado o ministro espanhol do Interior, Alfredo Perez Rubalcaba, destacando que 53 pessoas já foram identificadas.

AFP |

Durante uma visita a um hospital de Madri, Rubalcaba disse esperar que as outras vítimas sejam identificadas "entre hoje e amanhã".

"A guarda civil e a polícia me disseram que algumas identificações serão muito difíceis. Por exemplo, uma menina adotada está entre as vítimas, então teremos que procurar o DNA de seus pais biológicos. As coisas são complicadas", declarou o ministro ao canal de TV Cuatro.

O governo mobilizou legistas especializados do ministério da Justiça para colher DNA nas 62 vítimas mais prejudicadas fisicamente.

Enquanto isso, os familiares dos 153 mortos se impacientam por não receber explicações satisfatórias sobre o sucedido e pretendem se reunir para estudar a criação de uma associação de vítimas.

Os familiares se reuniram na véspera com a vice-presidente do governo, María Teresa Fernández de la Vega, e depois com os dirigentes da companhia Spanair.

Por fim, os corpos de várias vítimas do acidente começaram a chegar à ilha de Gran Canaria, de onde procedia praticamente a metade dos passageiros.

Uma família de cinco membros figura entre as vítimas das Canárias, assim como a esposa do brasileiro Ronaldo Gomes da Silva, que voltava para a casa para rever a família em meio a sua lua-de-mel.

Também dos 19 sobreviventes da tragédia, 8 são procedentes das Canárias, segundo informou o governo regional.

Quase todos os municípios da ilha se encontram de luto pela morte de 70 cidadãos que viajavam a bordo do aparelho sinistrado.

O avião MD-82 da companhia espanhola Spanair, que fazia a ligação entre Madri e Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias, caiu no momento da decolagem, provocando a pior catástrofe aérea na Espanha em 25 anos.

Como o acidente aconteceu na hora da decolagem, o avião estava cheio de querosene e a maioria das vítimas sofreram queimaduras graves, complicando o processo de identificação.

fz/yw/cn

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