Maiores poluidores do planeta confirmam compromissos de redução

Países que estão entre os maiores poluidores do planeta realizaram o primeiro encontro pós-Copenhague, confirmando seus compromissos de redução, indicou nesta segunda-feira o ministro francês do Desenvolvimento Sustentável Jean-Louis Borloo.

AFP |

"A máquina foi ligada com força, isso vai nos dar um novo impulso", declarou Borloo por telefone à AFP de Pequim, onde se reuniu com autoridades chinesas ligadas à luta contra o aquecimento global.

Os países que pretendem se associar ao Acordo de Copenhague foram convocados a detalhar por escrito em 31 de janeiro seus compromissos de redução de suas emissões de gases do efeito estufa até 2020, o que foi feito por países como China e Estados Unidos, responsáveis juntos por mais de 40% das emissões mundiais.

Borloo ressaltou que, além dos principais países industrializados - União Europeia, Canadá, Austrália e Japão - países extremamente vulneráveis às mudanças climáticas, como Maldivas ou Bangladesh, também se comprometeram com o calendário.

"Esperamos ainda a confirmação global da África", acrescentou, mas vários países, dentre os quais Argélia, Etiópia, Congo ou África do Sul apoiaram ou pelo menos aceitaram o acordo de Copenhague.

"A boa vontade está lá. Mesmo que ainda haja dificuldades e sobressaltos", acrescentou o ministro.

"Todos os mecanismos ainda terão de ser inventados", afirmou, em particular referentes ao financiamento rápido e a curto prazo (Fast start) aos países mais vulneráveis ao aquecimento.

Em Copenhague, 30 bilhões de dólares foram prometidos a esses países em três anos a partir de 2010.

"Uma ajuda bilateral pura é inconcebível. É preciso inventar uma parceria e fixar as modalidades do fast-start", considerou nesta segunda-feira Borloo.

Leia mais sobre: Aquecimento global

    Leia tudo sobre: aquecimento globalcopenhague

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG