Maior parte dos israelenses é contra retirada das Colinas de Golã

Jerusalém, 8 jun (EFE).- A maior parte dos israelenses se opõe a um processo de paz com a Síria que envolva a devolução das Colinas de Golã, diz uma pesquisa divulgada hoje.

EFE |

O estudo, chamado de Índice de Paz e divulgado de forma mensal desde 1994, quando foram assinados os Acordos de Oslo com os palestinos, indica uma oposição enfática dos israelenses à devolução da região.

Neste tópico, 67% se nega a assinar um acordo de paz caso isto signifique a restituição de Golã, que pertencia à Síria até Israel ocupar a região durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Apenas 16% dos entrevistados afirmaram que são favoráveis a este acordo de paz, enquanto 17% disseram não ter uma posição definida sobre o tema.

O Índice de Paz é elaborado mensalmente entre 600 israelenses com mais de 18 anos, com o objetivo de verificar a tendência da população quanto aos diferentes eventos políticos.

No mês passado, Israel e Síria informaram que iniciaram negociações indiretas através da Turquia para tentarem concretizar um acordo de paz, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu que sabe o que os sírios esperam dele e vice-versa, em alusão à devolução de Golã como pressuposto para a paz com a Síria.

As negociações começaram meses depois da troca de ameaças de guerra entre os dois países e de também declararem estado de alerta.

No dia 6 de setembro a Força Aérea israelense bombardeou uma instalação na qual a Síria supostamente desenvolvia em segredo um programa nuclear com a ajuda da Coréia do Norte.

Apesar da tensão dos últimos meses, o estudo indica que 60% dos israelenses não acreditam na explosão de uma guerra caso as negociações fracassem. EFE elb/bm/fal

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