Maior parte do plano econômico de Obama estará pronta até fevereiro

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, estimou nesta segunda-feira, em Washington, após uma reunião com sua equipe econômica, que a maior parte do plano de reativação estará pronta até o início de fevereiro.

AFP |

"Isto levará tempo, por mais que se acelere o programa, antes de vermos o projeto sobre meu escritório. Mas acreditamos que até o final do mês de janeiro ou a primeira semana de fevereiro teremos a maior parte deste trabalho", disse Obama à imprensa, ao lado de seu futuro secretário da Casa Branca, Rahm Emanuel, e do próximo secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

"Sobre o calendário para o plano de reativação, faremos o mais importante este mês, não vamos esperar. A razão de minha presença aqui é que apresentaremos nossas últimas idéias ao Congresso", disse Obama, que assumirá a presidência no dia 20 de janeiro.

"Nessa situação, há uma convergência feliz entre o que defendi durante a campanha e aquilo de que a economia necessita hoje: colocar mais dinheiro no bolso do americano comum, que está preocupado com seu emprego".

Aproximadamente 300 bilhões de dólares do futuro plano de reativação econômica, dos 775 bilhões de dólares previstos, deverão ser consagrados a reduzir impostos.

"Nós falamos das escolhas difíceis que teremos de fazer para restaurar a responsabilidade fiscal, de maneira que a economia se endireite e nosso déficit possa ser reduzido", frisou Obama.

"A tarefa mais importante agora é estabilizar o paciente. A economia está muito prejudicada. Está muito doente. Então, temos de adotar todas as medidas possíveis para estabilizá-la. Também temos de reconhecer que se quisermos ver a economia crescer (...) não podemos fazer isso de maneira irresponsável", insistiu.

"Mas nós achamos muito importante ter um plano de reativação e de reinvestimento equilibrado", acrescentou.

Sobre os outros investimentos do plano de recuperação da economia, Obama afirmou que "trata-se de aplicar em empregos que gerem crescimento (...) saúde, tecnologia de informação e energia, que também garantam a competitividade em longo prazo".

emp/LR/tt

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