Maior cratera do Sistema Solar está em Marte

Uma cratera na superfície de Marte, formada pelo impacto de um asteróide, seria a maior do Sistema Solar e remontaria à época em que a ocorrência de um fenômeno semelhante sobre a Terra resultou na formação da nossa Lua, segundo artigos publicados nesta quinta-feira pela revista britânica Nature.

AFP |

A cratera tem uma forma elíptica de 10.000 km de extensão e fica na região de Tharsis, segundo os astrônomos americanos que escreveram os artigos.

O choque do asteróide explicaria, segundo eles, por que um dos hemisférios do planeta vermelho é mais baixo que o outro, com uma camada externa mais fina.

Duas hipóteses explicariam o fenômeno: o impacto de um asteróide gigante ou de um cometa ou a convecção do manto em grande escala.

A equipe do professor Jeffrey Andrews-Hanna, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), usou um novo método de observação que lhe permitiu atualizar os dados referentes à cratera - que teria sido criada por um impacto oblíquo e seria quatro vezes maior do que a cratera considerada até então a maior do Sistema Solar.

Em um segundo artigo, uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) calculou, graças a simulações em três dimensões, o ângulo do impacto (estimado entre 30 e 60 graus), energia e velocidade (6 a 10 km/h) do asteróide (que teria entre 1.600 e 2.700 km de diâmetro) para criar os relevos observados no solo marciano.

Finalmente, uma terceira equipe da Universidade da Califórnia em Santa Cruz construiu um modelo para estudar o comportamento da superfície do planeta após o impacto. Segundo os pesquisadores, uma colisão importante formaria uma cavidade comparável à observada, e modificaria o campo magnético do planeta, tal como aconteceu com Marte, e provocaria a formação de rachaduras.

gcv/ap/sd

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