Maior comunidade judaica da A.Latina realiza ato a favor de Israel

Buenos Aires, 8 jan (EFE).- A comunidade judaica da Argentina, a maior da América Latina, realizou hoje um ato em solidariedade a Israel no qual seus líderes justificaram a resposta militar na Faixa de Gaza.

EFE |

Sob o lema "Pela paz, pela vida, contra o terror", o ato aconteceu dentro da reconstruída sede em Buenos Aires da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), alvo em 1994 de um atentado com carro-bomba no qual morreram 85 pessoas e que foi atribuído ao grupo extremista Hisbolá.

O ato começou com a leitura de uma declaração das entidades judaicas da Argentina em "solidariedade incondicional ao povo e ao Estado de Israel", "submetidos ao terrorismo" do grupo islamita Hamas, que lançou "milhares de mísseis contra a população israelense nos últimos sete anos".

O presidente da Organização Sionista Argentina (URSA), Carlos Frauman, assegurou que Israel "oferece a paz e a concórdia" a seus vizinhos, e que "é o único país democrático do Oriente Médio".

"Para Israel, não há alternativa. É uma resposta de última instância. O Estado de Israel não deseja a guerra, mas deve estar preparado para lutar e sustentar sua existência", afirmou.

Frauman expressou sua "solidariedade ao povo palestino", porque, em sua opinião, essa comunidade e Israel têm "um mesmo inimigo, os terroristas, que não dão valor à vida".

O embaixador de Israel em Buenos Aires, Daniel Gazit, assinalou que a ofensiva de seu país contra o Hamas é "justa", e foi "imposta" a Israel pelo grupo extremista quando, em 19 de dezembro, decidiu terminar a trégua e "bombardear cidades israelenses com uma chuva de mísseis".

"Não havia outra opção. Começamos esta guerra contra o grupo Hamas e não contra a população civil palestina. Eu sei que civis morreram, mas isso aconteceu porque o Hamas também está lá dentro", alegou Gazit.

A Argentina, que foi alvo em 1992 de outro atentado contra um alvo judeu no qual morreram 29 pessoas, anunciou na quarta-feira que enviará ajuda humanitária a Gaza a pedido da Autoridade Palestina.

O Governo argentino condenou o "uso desproporcional da força por parte de Israel e os contínuos ataques com foguetes por parte de grupos palestinos contra território israelense".

Além disso, assinalou que a proposta israelense de estabelecer um cessar-fogo por somente algumas horas é "inadmissível". EFE nk/mh

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