Maior assassino em série da Ucrânia diz que quer matar outras 250 pessoas

Kiev, 4 abr (EFE) - O maior assassino em série da história da Ucrânia, Anatoli Onoprienko, confessou aos guardas da penitenciária na qual cumpre pena de prisão perpétua que uma voz superior pediu que ele voltasse à ativa e matasse 250 pessoas, revelou hoje o jornal Segodnia.

EFE |

Onoprienko, acusado de pelo menos 52 mortes e entre cujas vítimas se encontram dez crianças, não descarta que seja solto e retorne à sua terrível atividade, disse uma fonte do departamento penal estadual.

O assassino foi condenado à morte em 1999 pelo tribunal da cidade de Zhitomir, 200 quilômetros ao oeste de Kiev, mas a condenação foi comutada por prisão perpétua.

O próprio condenado disse então em entrevista: "É melhor que me matem, porque quando sair continuarei matando gente".

Na penitenciária, Onoprienko é pouco sociável e se recusa a se reunir com jornalistas.

Os outros presos evitam entrar em contato com ele devido às conseqüências imprevisíveis.

Ele permanece recluso em uma cela isolada, a qual abandona apenas para tomar seu banho de sol diário de uma hora sob rígidas medidas de segurança.

Onoprienko não quer escrever suas memórias sobre os crimes cometidos, apesar de ter recebido boas propostas, e também não responde às cartas que lhe são enviadas.

Segundo o responsável de Zhitomir, Onoprienko não possui qualquer tipo de privilégio, como tinham insinuado alguns jornais, mas vive em condições próprias de uma penitenciária dessas características.

O funcionário não explicou as razões pelas quais Onoprienko espera recuperar a liberdade no futuro e só afirmou que a administração do centro penitenciário garante que é impossível que ele escape da prisão.

Durante a investigação, Onoprienko fez referência em mais de uma ocasião a "vozes superiores" e "forças intergalácticas".

Ao longo do processo contra o assassino, que durou mais de três meses, compareceram 150 pessoas que sobreviveram aos ataques que Onoprienko cometia contra homens, mulheres e crianças, dos quais abusava sexualmente e esquartejava com crueldade depois de mortos.

Além disso, compareceram mais de 300 testemunhas e familiares das vítimas, criminalistas e especialistas em psiquiatria, que certificaram que o assassino não sofre de doença mental.

Onoprienko foi detido pela Polícia em 1996 e confessou que, desde de 1989, cometeu pelo menos 52 homicídios, separadamente ou múltiplos.

A Polícia qualificou Onoprienko de criminoso muito perigoso, com antecedentes penais em Ucrânia, Alemanha, Áustria, Suécia e Dinamarca, onde cometeu vários roubos e assaltos. EFE bk/db

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