Xangai, 24 jun (EFE).- O magnata chinês Zhang Rongkun perdeu a apelação da condenação a 19 anos de prisão pelo desvio de US$ 408 milhões do fundo de pensões de Xangai, informou hoje o jornal Shanghai Daily.

A Corte Suprema de Jilin, no nordeste do país, onde ocorreu o julgamento para que não houvesse influências externas, decidiu reafirmar a sentença de abril, que também confiscou sua fortuna, avaliada em US$ 233 milhões.

Zhang declarou que apelará desta nova decisão ao Tribunal Popular Supremo.

O magnata chinês, que tinha a 16ª maior fortuna do país (US$ 605 milhões) em 2005, desviou dinheiro público de projetos de infra-estruturas e imobiliários em 2006.

Além disso, subornou altos funcionários e diretores empresariais, manipulou os preços de suas ações, emitiu bônus fraudulentos e se apropriou de capitais ilegalmente, segundo a sentença.

O caso de corrupção no qual se viu implicado, o maior da última década na China, condenou vários líderes políticos e empresariais de Xangai, entre eles o ex-secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCCh) local Chen Liangyu.

Chen foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção, abuso de poder e por aceitar subornos. Ele era considerado um dos possíveis aspirantes a suceder no futuro o presidente Hu Jintao. EFE jad/mh

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