Roma, 11 nov (EFE).- A entidade mais lucrativa da Itália é a máfia, principalmente no sul do país, com faturamento de 130 bilhões de euros por ano e lucro líquido que alcança 70 bilhões de euros, diz um relatório apresentado hoje pela associação de empresas Confesercenti.

Os negócios da máfia representam, desta forma, 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o documento.

Além do faturamento, a Confesercenti aponta como negócios ilegais do crime organizado a usura, que afeta a receita de 180 mil comerciantes italianos, e a falsificação de produtos.

A máfia também controla atividades ilegais como o tráfico de drogas, de pessoas e de resíduos tóxicos, e também se infiltra em importantes segmentos do comércio: restauração, setor turístico e construção, padarias e até serviços funerários.

Da mesma forma que o sistema empresarial de cada país, as quatro grandes máfias italianas, "Cosa Nostra (da Sicília), Ndrangheta (da Calábria), Camorra (da Campânia) e Sacra Corona Unita (da Apúlia), se subdividem em pequenas e médias empresas, autônomas entre elas, mas com um mesmo modelo hierárquico", diz o relatório.

O estudo explica, por exemplo, que na província de Nápoles, no sul da Itália, foram localizadas 2.500 padarias ilegais e que o pão destes estabelecimentos é o mais vendido, "apesar de ser mais caro que nos outros negócios".

Também foi calculado que as infiltrações mafiosas na venda de peixes, excluindo a pesca ilegal, chegam a faturar 2 bilhões de euros, com 8.500 estabelecimentos com vínculos com o crime organizado. EFE ccg/wr/fal

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.