Máfia colombiana mistura cocaína com remédios para animais

Bogotá, 5 set (EFE).- Os narcotraficantes colombianos aumentam o volume e o efeito da cocaína acrescentando remédios usados por veterinários para tratar parasitas de animais de fazenda ou por médicos para tratamentos de alguns tipos de câncer, revelou hoje a imprensa local.

EFE |

O jornal "El Tiempo" afirmou que a presença do medicamento Levamisol na cocaína que sai da Colômbia mantém em alerta as autoridades de saúde dos Estados Unidos, que a relacionam à morte de pelo menos três pessoas e mais de 100 doentes.

Inclusive, há suspeitas de que algumas outras mortes no estado do Novo México e em Alberta (Canadá) podem ter sido causadas por essa mistura.

"O Levamisol atua nas células dos neurônios que se ligam com as moléculas da cocaína e ativam o cérebro", disse ao jornal um dos especialistas da Direção Nacional de Entorpecentes (DNE).

O especialista disse que, há dois anos, descobriram essa mistura na cocaína que produz um maior estímulo do sistema nervoso central e potencializa receptores cerebrais.

As investigações permitiram determinar que a droga é despachada da Colômbia com uma média de 20% de Levamisol e, nas mãos dos intermediários, pode chegar a 40%.

A máfia também usa substâncias como Diltiazem e Hidroxizina que misturadas com cocaína fazem com que chegue mais rápido ao cérebro.

"O alerta hoje é que a cocaína está saindo contaminada com substâncias farmacêuticas que podem chegar a gerar problemas de saúde associadas ao consumo", acrescentou o especialista da DNE.

A Colômbia é o principal produtor de cocaína em nível mundial, segundo as autoridades americanas e as Nações Unidas. EFE fer/an

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