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Máfia calabresa compra Café de Paris, símbolo de La Dolce Vita

Roma, 26 nov (EFE).- A Ndrangheta, máfia da Calábria, no sul da Itália, comprou o Café de Paris, histórico ponto situado na Via Venetto, em Roma, e que foi símbolo das noites do filme La Dolce Vita (A Doce Vida, de 1960), de Federico Fellini, informa hoje o jornal La Repubblica.

EFE |

A Ndrangheta estende assim seus tentáculos no setor da restauração em Roma, depois de a Procuradoria pública pedir há alguma semanas o fechamento cautelar de Alla Rampa popular restaurante próximo à praça da Espanha, ao considerar que tinha caído em mãos do clã Pelle-Vottari-Romeo.

O "La Repubblica" publica hoje um relatório da Guarda de Finanças italiana no qual se explica que uma família da máfia calabresa adquiriu o "Café de Paris" por 6 milhões de euros com dinheiro.

No relatório se explica que as pesquisas revelaram que os novos proprietários e funcionários são todos calabreses, mas seriam apenas uma fachada para cobrir os verdadeiros donos "o clã Alvaro-Palamara".

Cai assim, explica o jornal, um dos símbolos do glamour da cinematografia européia nos anos 60, que se reunia em Roma enquanto gravava nos estúdios romanos de Cinecitta.

No filme "La Dolce Vita", Fellini retratou o interior e o terraço deste café, como símbolo deste mundo cinematográfico e centro das noites romanas.

Atualmente, trata-se de um dos tantos cafés distribuídos na Via Venetto e freqüentado, sobretudo, por turistas.

"Continua assim, sem freio, a invasão da Ndrangheta na capital, onde a presença dos clãs calabreses se mostra em vários locais do centro histórico de Roma", acrescenta o relatório citado pelo jornal romano.

Compras que servem ao clã da Ndrangheta para "reciclar grandes somas de dinheiro procedentes do tráfico de drogas e de armas", acrescenta a Polícia financeira.

O assalto da máfia ao setor da restauração em Roma tinha sido revelado há alguns meses pelo jornal "Corriere della Sera", que explicava como a Ndrangheta teria ficado com os locais do centro de Roma, enquanto a Camorra, máfia napolitana, teria tomado o controle dos hipermercados da periferia. EFE ccg/jp

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