Um importante maestro britânico, Sir Edward Thomas Downes, de 85 anos e sua esposa de 74 anos viajaram para uma clínica na Suíça onde foram auxiliados a cometer suicídio. De acordo com uma declaração da família, o músico - cego e progressivamente surdo - e a esposa - doente terminal - optaram por morrer na clínica Dignitas.

AP
Edward Thomas Downes, de 85 anos
"Ambos viveram plenamente e se consideravam extremamente afortunados por ter vivido vidas tão cheias de recompensas, tanto profissionalmente como pessoalmente", disse a declaração.

"Eles morreram em paz e em circunstâncias de sua própria escolha".

"Nosso pai, que tinha 85 anos, era quase cego e progressivamente surdo, teve uma longa e distinta carreira como regente".

"Nossa mãe, que tinha quase 74, começou carreira como bailarina e mais tarde trabalhou como coreógrafa e produtora de TV, antes de dedicar os últimos anos de sua vida trabalhando como assistente pessoal para nosso pai".

"Depois de 54 felizes anos juntos, eles decidiram terminar suas vidas ao invés de continuar a lutar contra sérios problemas de saúde".

Proibição

Conhecido internacionalmente, o maestro nasceu em Birmingham, em 1924. Ele começou a tocar violino aos cinco anos.

Edward Downes trabalhou com a Royal Opera em Londres, com a Australian Opera, em Sydney, e com a Netherland's Radio Opera, em Amsterdã.

Ele também regeu a BBC Philharmonic Orchestra ao longo de um período de 40 anos.

Durante sua carreira, recebeu vários prêmios importantes, assim como títulos e honrarias da realeza britânica.

A lei da Grã-Bretanha proíbe a eutanásia e qualquer forma de assistência ao suicídio.

A clínica Dignitas, com sede nas proximidades de Zurique, na Suíça, oferece esse tipo de serviço. A entidade é alvo de debates frequentes na sociedade britânica e foi tema de um recente documentário na televisão do país.


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