Mães da Praça de Maio marcham na Argentina para festejar 25 anos de democracia

O grupo de defesa dos direitos humanos Mães da Praça de Maio iniciou nesta quarta-feira em Buenos Aires uma nova marcha de resistência para recordar os crimes cometidos durante a ditadura (1976-1983) e comemorar o 25º aniversário do restabelecimento da democracia no país.

AFP |

"Temos que cuidar dessa democracia e obter justiça já, porque os genocidas, assim como as mães, estão ficando velhos", declarou Tati Almeyda, uma das líderes históricas do movimento.

A manifestação deve durar 24 horas na histórica Praça de Maio, onde no dia 20 de dezembro de 1983 uma multidão aclamou a chegada ao poder do presidente social-democrata Raúl Alfonsín (1983-1989).

As Mães da Praça de Maio, a maioria das quais já viraram avós, pedem o julgamento rápido de quase mil ex-militares e policiais acusados de aplicar um plano terrorista de Estado que deixou dezenas de milhares de vítimas, entre mortos, desaparecidos e exilados.

Várias ONGs se juntaram à marcha promovida nesta quarta-feira pelas Mães da Praça de Maio. Na primeira fila, manifestantes carregavam uma bandeira com fotos de vítimas.

A marcha foi organizada menos de 24 horas da macabra descoberta de milhares de fragmentos de ossos humanos calcinados em um antigo campo de extermínio da cidade de La Plata, 60 km ao sul de Buenos Aires.

Os processos de soldados, policiais e dirigentes culpados de crimes durante a ditadura continuam na Argentina. O ex-ditador Jorge Videla, 82 anos, está aguardando na cela de uma penitenciária comum sua vez de se sentar no banco dos réus.

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