Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi, autor, segundo a imprensa americana, do atentado contra a CIA no Afeganistão, afirmou nesta quarta-feira que seu filho não era um extremista e que não tinha notícias dele desde o final de fevereiro de 2009. " / Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi, autor, segundo a imprensa americana, do atentado contra a CIA no Afeganistão, afirmou nesta quarta-feira que seu filho não era um extremista e que não tinha notícias dele desde o final de fevereiro de 2009. " /

Mãe do acusado de atentado contra a CIA diz que filho não era extremista

AMÃ - A mãe de The former official says that information led to drone-launched missiles strikes. style=BACKGROUND-COLOR: rgb(255,255,255)Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi, autor, segundo a imprensa americana, do atentado contra a CIA no Afeganistão, afirmou nesta quarta-feira que seu filho não era um extremista e que não tinha notícias dele desde o final de fevereiro de 2009.

iG São Paulo |

"Ouvimos as informações sobre Humam mas não temos nenhuma confirmação de sua morte", declarou por telefone à AFP Shanara Fadel al-Balawi, de 64 anos.

"Meu filho não é como o descrevem os meios de comunicação. Rezava, recitava o Alcorão mas nunca foi extremista nem compartilhava opiniões extremistas", acrescentou. "Conheço meu filho, não era assim".

A rede americana NBC News, citando fontes da inteligência ocidentais, identificou Balawi como o autor do atentado cometido no dia 30 de dezembro numa base da CIA no Afeganistão em que morreram oito pessoas, sete delas agentes da agência de inteligência dos EUA.

Agente triplo

Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi, o terrorista que matou sete agentes da CIA (agência de inteligência americana) no Afeganistão na semana passada, era um "agente triplo", trabalhando ao mesmo tempo para os serviços de inteligência da Jordânia, dos Estados Unidos e também para a rede terrorista Al-Qaeda.

Originário de Zarqa, na Jordânia, o simpatizante da Al-Qaeda havia sido preso pelo serviço de inteligência da Jordânia há um ano.

A inteligência jordaniana acreditou que o tivesse cooptado e o enviou ao Afeganistão para que se infiltrasse na Al-Qaeda. Sua missão específica era descobrir a localização do número 2 da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

Ele era usado como um informante jordaniano trabalhando para os EUA, mas tinha ligações com a rede terrorista Al-Qaeda e cometeu um atentado suicida na última semana durante encontro com agentes da CIA.

Acredita-se que ele vinha trabalhando disfarçado no leste do Afeganistão havia semanas antes de detonar um colete de explosivos durante uma reunião com agentes da CIA na base militar de Chapman, um complexo fortificado na província de Khost, perto da fronteira sudeste com o Paquistão, no dia 30.

O ataque foi o pior contra funcionários da inteligência americana desde que a Embaixada dos EUA em Beirute, Líbano, foi atacada em 1983, quando oito agentes morreram.

O ministro da Informação da Jordânia, Nabil Sharif negou categoricamente as informações. "Os serviços jordanianos de informação não estão de nenhuma maneira envolvidos em tais operações de inteligência e cooperando com os Estados Unidos no Afeganistão", afirmou.

O jornal "The New York Times" disse que o homem tinha sido levado ao Afeganistão para ajudar na caçada de membros do alto escalão da Al-Qaeda.

Perfil

Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi era um jordaniano palestino que trabalhou em hospital de um campo de refugiados do país.

Filho de uma família procedente da Cisjordânia, Balawi estudou na cidade turca de Tonya e se casou com uma turca antes de seguir para a Jordânia e trabalhar no hospital de campo de refugiados palestinos de Al Rusaifa, na região da cidade de Zarqa, ao norte de Amã, até o ano passado.

Segundo fontes ligadas à família de Balawi, sua mulher, uma jornalista, e seus dois filhos estão na Turquia.

Balawi tinha três irmãos, entre eles um gêmeo que vive no Canadá, e uma irmã, Hanan. Moradores de Zarka afirmaram à agência AFP que Balawi era um muçulmano devoto.

* Com AP e AFP

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