Washington, 18 ago (EFE) - Cindy Sheehan, a mãe pacifista que perdeu um filho no Iraque e alcançou fama mundial com os protestos contra a guerra, disputará em novembro a cadeira no Congresso ocupada pela democrata Nancy Pelosi, atual presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, informou hoje sua campanha. O povo de San Francisco está cansado de Pelosi e já é hora de ela ir para casa, disse à Agência Efe Dee Dee Miller, administradora da campanha de Sheehan nessa cidade da Califórnia. Cindy se apresentará como candidata independente, para o que precisava de 10.198 assinaturas que respaldassem sua postulação, explicou Miller, irmã de Sheehan.

"Na semana passada, completamos mais de 20 mil assinaturas", acrescentou.

Sheehan, que se encontra hoje em Nova York, afirma que Pelosi, presidente da Câmara Baixa do Congresso dos Estados Unidos desde janeiro de 2007, não convenceu o Partido Democrata para que corte os fundos da Guerra do Iraque, uma promessa que serviu para que os democratas saíssem fortalecidos nas eleições de novembro de 2006.

Pelosi representa o oitavo distrito da Califórnia (San Francisco) no Congresso dos Estados Unidos desde 1987.

Sheehan, de 51 anos, perdeu seu filho Casey, um soldado voluntário, pouco depois que os Estados Unidos invadiram o Iraque e, desde então, atraiu a atenção mundial por seus reiterados protestos contra a política da Casa Branca no país.

Entre suas ações mais famosas está o acampamento, por várias semanas, em 2005, em frente ao rancho do presidente americano, George W. Bush, no Texas, exigindo uma explicação para a morte do filho.

Pelosi, de 67 anos, expressou sua frustração por os democratas, que têm a maioria em ambas as Câmaras do Congresso, não terem colocado fim à campanha no Iraque.

Nas eleições de novembro de 2006, Pelosi ganhou a representação do distrito com 80% dos votos. Sheehan conta praticamente só com sua fama de incansável militante contra a guerra, já que não tem nem experiência política nem posições conhecidas sobre outros assuntos de política e economia.

Até fins de junho, a campanha de Pelosi tinha recebido contribuições de quase US$ 2,5 milhões, enquanto a de Sheehan colheu pouco mais de US$ 300 mil. EFE jab/db

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