Bogotá, 10 mai (EFE).- María Estela Cabrera, mãe do soldado Pablo Emilio Moncayo, sequestrado pelas Forças Armadas da Colômbia (Farc) há quase 12 anos, pediu ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, que não tome decisões só com interesses políticos, para permitir o retorno de seu filho.

Em entrevista ao diário "El Tiempo" publicada hoje, a mãe, formada em literatura, filosofia e letras, diz que quando soube que o presidente Uribe autorizaria apenas a presença da Igreja Católica e da Cruz Vermelha Internacional, sentiu "infinita desilusão".

"Eu me perguntou como pode haver tanta desumanidade. Anunciaram sua libertação após 11 anos! Você pode crer? Meu Deus, é toda uma vida! Eu imploro ao Presidente que não tome decisões só com interesses políticos, e que use o coração grande do qual tanto falou em sua campanha", afirma.

Apesar de as Farc terem sequestrado seu "menino", como ela chama Pablo Emilio, María Estela considera que não é "ninguém para julgar os demais".

Segundo ela, não é que esteja de acordo com os métodos das Farc, mas precisa perdoar, para se "libertar também da maldade".

A mãe do refém esclareceu que nos últimos 11 anos não celebra o Dia das Mães, pois não tem razões para fazê-lo.

Em abril passado, as Farc anunciaram que entregariam Moncayo a uma comissão liderada pela senadora opositora Piedad Córdoba.

Embora o Governo colombiano tenha dito que facilitaria tudo relacionado a essa libertação, decidiu excluir Córdoba, pois só autoriza a presença da Igreja Católica e da Cruz Vermelha Internacional, o que, no entanto, as Farc consideram "insuficiente".

EFE cm/rr

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