Londres, 6 out (EFE).- A mãe do brasileiro Jean Charles de Menezes, Maria Otone de Menezes, assistiu hoje pela primeira vez à investigação pública sobre a morte do filho, que esta manhã estará centrada na atuação da subcomissária da Scotland Yard Cressida Dick.

Maria Otone posou para fotos ao chegar ao estádio de críquete Brit Oval, onde acontece a investigação, mas não quis dar declarações.

A mãe de Jean Charles está em Londres para escutar hoje Cressida Dick, que era responsável pela operação na qual o jovem foi morto por policiais, que atiraram no brasileiro ao confundi-lo com um terrorista suicida em uma estação do metrô de Londres.

A investigação acontece perto da estação de metrô de Stockwell, onde Jean Charles morreu, em 22 de julho de 2005.

Maria Otone, de 63 anos, chegou ao Reino Unido na sexta-feira passada acompanhada pelo filho mais velho, Giovani, de 36 anos.

Nas próximas semanas, Maria Otone poderá ouvir os dois agentes que fizeram os disparos contra Jean Charles, identificados apenas como C2 e C12, e que ficarão protegidos por biombos ao prestar depoimento.

A morte de Jean Charles aconteceu um dia depois dos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 contra a rede de transporte de Londres - nos quais nenhuma pessoa ficou ferida, já que as bombas não explodiram -, que pretendiam ser uma imitação dos ataques terroristas de 7 de julho de 2005.

No ano passado, a Polícia Metropolitana de Londres - também conhecida como Scotland Yard - foi declarada culpada de violar a Lei de Saúde e Segurança no Trabalho de 1974, que obriga as forças da ordem a zelarem pela integridade, inclusive de pessoas que não são funcionárias do corpo. EFE vg/fh/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.