Mãe de Ingrid Betancourt pede flexibilidade a Uribe

Bogotá, 29 abr (EFE).- Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pediu hoje ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, para não ser irredutível e que facilite um acordo humanitário com a guerrilha para a libertação dos reféns.

EFE |

Pulecio acredita na retomada das conversas sobre um acordo depois que o ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, se reuniu com Uribe na segunda-feira em Bogotá para falar sobre as negociações.

"Estou um pouco otimista", declarou a mãe de Betancourt à "Radio Caracol".

"Tenho esperança. Eu não tive oportunidade de falar com as pessoas que estiveram no encontro, mas acredito que tenha sido positiva e que a reunião do ministro tenha resultados que nos ajudem", acrescentou.

"Peço ao presidente Uribe que não seja irredutível e pergunto às Farc o que ganham ao mantê-la seqüestrada por mais tempo. Já conseguiram o que queriam do ponto de vista político", declarou Pulecio.

Para aceitar a troca, as Farc exigem a desmilitarização durante um mês e meio dos municípios de Florida e Pradera (departamento de Valle del Cauca), mas Uribe se opõe categoricamente, alegando razões de soberania e segurança.

Kouchner deixou hoje Bogotá com destino a Quito, onde se reunirá com o presidente equatoriano, Rafael Correa, e amanhã, se encontrará em Caracas com o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez.

A viagem do chanceler francês tem como objeto incentivar a retomada dos esforços na busca de uma troca entre os reféns das Farc e cerca de 500 guerrilheiros presos. EFE gta/wr/plc

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