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Mãe de ativista do Facebook apela a presidente no Egito

A mãe de uma garota egípcia conhecida como a ativista do Facebook fez um apelo público ao presidente do Egito, Hosni Mubarak, pedindo que as autoridades tenham misericórdia com sua filha, atualmente sob custódia das forças de segurança do país. Olhem com misericórdia para minha filha, porque sua saúde está se deteriorando na prisão, diz a nota, publicada na primeira página do jornal Al-Masry Al-Youm na segunda-feira.

BBC Brasil |

"Ela está sendo mantida presa sem acusação, mesmo após a ordem para sua libertação ter sido emitida", prossegue o comunicado.

A nota foi publicada como anúncio pago e endereçada nominalmente ao presidente, Hosni Mubarak, à primeira-dama, Suzanne, e ao ministro do Interior, Habib Al-Adly.

Esraa Abdel Fattah, 27 anos, abriu um grupo de discussões no site de relacionamentos Facebook a favor da greve geral de 6 de abril no Egito.

O grupo cresceu rápida e inesperadamente, segundo pessoas ligadas a Fattah. Em cerca de um mês, a lista já reunia mais de 50 mil integrantes.

No dia da greve, Fattah foi detida em um café nas proximidades de seu emprego, no Cairo, a capital egípcia.

Fattah foi mantida no prédio da promotoria pública entre o dia 6 e a semana passada. O promotor geral do Egito chegou a assinar uma ordem para sua libertação, mas ela foi novamente detida - desta vez pelo Ministério do Interior - e levada para local não divulgado.

"Não temos idéia de onde ela está sendo mantida ou por quanto tempo vai permancer presa", afirmou seu advogado, Amir Salem, ao jornal egípcio Daily News.

Reações
Fattah é integrante do partido oposicionista Al-Ghad. Mas um dos líderes da agremiação, Basil Adil, disse que ela ainda não tinha visitado as instalações do partido desde que ingressou nele, há seis meses.

"Ela não tem qualquer papel em nossas atividades públicas. Fattah ficou surpresa ao ver o quanto seu apelo a favor da greve foi bem-sucedido", diz ele.

A detenção de Fattah foi criticada pela direção do principal partido de oposição egípcio, a Irmandade Muçulmana, que, embora clandestino, costuma ser tolerado.

"O caso de Fattah mostra que o Egito é um Estado policial", afirmou o presidente da organização, Mohammed Mahdy Akef.

"O chamado pelo protesto (do dia 6 de abril) nunca teria sido feito se não existisse uma real crise econômica e social. Se a situação permanecer assim, ocorrerá um levante público de conseqüências imprevisíveis", afirmou.

A greve do dia 6 foi oficialmente um protesto contra a perda de poder aquisitivo no Egito, um dos países que mais vêm sofrendo com a alta nos preços internacionais dos alimentos.

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