Mãe absolvida por morte da filha recebe proposta milionária por entrevista

Produtor de televisão oferece US$ 1 milhão para Casey Anthony, mãe solteira acusada de matar filha de 2 anos em 2008

EFE |

AP
A mãe solteira Casey Anthony é vista em corte antes do anúncio da sentença em Orlando, Flórida (07/07)
Um produtor de televisão americano ofereceu US$ 1 milhão para entrevistar Casey Anthony, a mulher de 25 anos acusada em 2008 de ter matado sua filha de 2 anos que foi absolvida na semana passada na Flórida dessa acusação.

O objetivo do produtor independente de televisão Al Taylor é vender a entrevista ao mundo todo, segundo informou nesta quinta-feira o canal Wesh. Taylor explicou que está disposto a oferecer a Casey um cheque de US$ 1 milhão, mas afirmou que não será uma entrevista cômoda para a protagonista do julgamento mais falado nos Estados Unidos dos últimos anos.

Nesse sentido, revelou que a primeira pergunta seria "Você cometeu o crime?", acrescentando: "Vamos pressioná-la. Ela ganhará US$ 1 milhão e descobriremos exatamente o que aconteceu."

Em 5 de julho, Casey foi declarada inocente dos crimes mais graves dos quais era acusada (homicídio qualificado sem premeditação e abuso infantil qualificado), o que anulou a possibilidade de ela ser condenada à morte e causou indignação e críticas entre a opinião pública americana.

O júri a considerou culpada de quatro delitos menores por ter mentido na investigação do caso, e Casey foi condenada a quatro anos de prisão . No entanto, como ela já está há três anos na prisão e teve um bom comportamento, a pena imposta permitirá que seja libertada nos próximos dias.

A defesa sustentou que a menina morreu afogada na piscina da casa da família, enquanto a promotoria indicava que morreu depois que a mãe a fez inalar clorofórmio e tapou seu nariz e boca com fita adesiva. O motivo seria que o bebê era "um estorvo para a vida de festas que queria ter".

Durante o julgamento, o júri desprezou as declarações da mãe de Casey, que em uma ligação para o serviço de emergência afirmou que o automóvel de sua filha "cheirava a cadáver".

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