Madoff não tem câncer, nem está morrendo, segundo Departamento de Prisões

Nova York, 24 ago (EFE).- O Departamento Federal de Prisões desmentiu hoje que o financista Bernard Madoff, autor de uma das maiores fraudes da história dos Estados Unidos, sofresse de câncer ou estivesse morrendo na prisão, como assegurou o jornal New York Post.

EFE |

A porta-voz do departamento Traci Billingsley disse hoje, em comunicado, que a informação do jornal nova-iorquino "está cheia de inexatidões" e que Madoff "não está doente em fase terminal e não foi diagnosticado com câncer".

O jornal nova-iorquino, que não identificou suas fontes, apontou em sua edição de hoje que Madoff, que cumpre uma pena de 150 anos em uma prisão federal da Carolina do Norte, comentou sobre sua doença com seus companheiros, aos quais assegurou que não tinha muito mais tempo de vida.

"Tomava 20 medicamentos por dia para tratar seu câncer. Fala disso constantemente. Não o encara muito bem", assegurou um preso, que não foi identificado, ao "New York Post", que lembra que houve muitas especulações sobre os motivos para o financista ter confessado a fraude e assumido toda a responsabilidade para si só.

Por sua parte, o "Wall Street Journal" também apontou hoje, em um de seus blogs na internet, a confirmação de que "Madoff sofre de um sério câncer", de acordo com uma fonte próxima, mas não pôde detalhar se corre risco de vida.

O "New York Times" também lembrou que a possibilidade de que Madoff sofresse de um câncer de pâncreas já tinha sido apontada, mas os presos com os quais o jornal diz ter falado não souberam especificar de que tipo.

Segundo o jornal, enquanto esteve na prisão, Madoff participou de cerimônias religiosas de purificação e desintoxicação mental e espiritual, organizadas semanalmente por prisioneiros de origem indígena. EFE vm/pd

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