Madoff deixa tribunal de Nova York sem fazer declarações à imprensa

Nova York, 17 dez (EFE) - O financista americano Bernand Madoff apareceu hoje na saída do Tribunal Federal do Distrito de Nova York, sorridente e com aparência tranqüila, mas sem fazer declarações à imprensa sobre a multimilionária fraude da qual é acusado.

EFE |

Madoff, agora em liberdade após pagar uma fiança e até há poucos dias um confiável investidor, iniciou há duas décadas um gigantesco esquema Ponzi ou sistema piramidal, pelo qual prometia aos investidores altas rentabilidades (próximas a 10% anual), sem ter um negócio real que o respaldasse.

Quando restavam poucos jornalistas em frente às portas da corte nova-iorquina esperando o investidor aparecer - já que horas antes o juiz tinha anunciado o adiamento de sua audiência-, o investidor saiu tranqüilo do edifício, situado no distrito financeiro.

O financista usava um boné preto e um casaco fechado, e não quis fazer declarações à imprensa, limitando-se a sorrir ligeiramente.

Ele entrou no banco do carona de um 4x4 negro, sem responder a perguntas dos jornalistas que estavam de plantão em frente da corte.

Mais cedo, ele tinha estado no escritório de um funcionário administrativo, pelo que acredita-se que pode ter assinado o acordo de modificação das condições de sua fiança.

Essa fiança, que inicialmente incluía a retenção do passaporte e o pagamento de US$ 10 milhões com o respaldo do duplex que possui em Manhattan, foi modificada pelo juiz.

Agora, inclui outras duas propriedades que Madoff e a esposa, Ruth, têm em Hamptons, em Long Island, Nova York, e em frente à praia de Palm Beach, Flórida.

Cerca de meia depois, o investidor, ex-presidente da Nasdaq, entrou no edifício onde mora, em pleno centro de Manhattan, no bairro do Upper East Side, onde o juiz estabeleceu que permaneça sob prisão domiciliar de 19h às 9h.

Sem tirar o sorriso do rosto, Madoff empurrou vários fotógrafos que estavam em seu caminho para fazer seu registro do investidor.

A esposa do financista e membros da família e amigos estão sendo investigados pelas autoridades para determinar se algum deles ajudou Madoff a manter por tanto tempo uma farsa de tamanha dimensão.

Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, em inglês) estuda a relação entre uma sobrinha de Madoff com um ex-inspetor dessa instituição, depois que o próprio presidente reconhecesse "múltiplas falhas" na hora de supervisionar as atividades do financeiro. EFE mgl/db

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