Macedônia realizará eleições antecipadas em 1º de junho

Skopje, 12 abr (EFE).- A ex-república iugoslava da Macedônia realizará eleições antecipadas em 1º de junho, enquanto passa por uma grave crise política desde a independência do vizinho Kosovo e a recente decisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de não convidá-la à adesão à Aliança de forma imediata.

EFE |

O presidente do Parlamento macedônio, Ljubisa Georgievski, fes este anúncio hoje, em Skopje, em conseqüência da dissolução da câmara na madrugada passada (horário local).

Os deputados do conservador Organização Revolucionária Interna da Macedônia-Partido Democrático pela União Nacional Macedônia (VMRO-DPMNE) e do albanês Partido Democrático dos Albaneses (DPA) apoiaram uma moção apresentada pelo opositor União Democrática da Macedônia (BDI) e dissolveram o Parlamento.

Essa decisão dos três partidos permitiu a realização das eleições antecipadas.

Cerca de 25% dos 2 milhões de habitantes da Macedônia é de etnia albanesa, assim como no Kosovo e na Albânia, enquanto que o restante é, na grande maioria, macedônia.

A opositora União Social-Democrata da Macedônia (SDSM) do presidente macedônio, Branko Crvenkovski, se opunha à realização de eleições antecipadas por considerá-las uma perda de tempo diante do desafio de achar uma solução para a disputa com a Grécia sobre o nome do país, condição indispensável para entrar na Otan.

Além disso, a Macedônia deve cumprir as reformas pendentes para poder iniciar as negociações para a adesão à União Européia (UE), pendentes desde 2005.

Na semana passada, a Macedônia não conseguiu ser convidada imediatamente a aderir à Otan por causa do conflito sobre o nome do país, mas a Aliança Atlântica decidiu efetivar o convite assim que firme com a Grécia uma solução a respeito.

O primeiro-ministro macedônio, Nikola Gruevski, do VMRO-DPMNE, acusou a oposição de bloquear há dois anos "centenas de leis reformistas".

Afirmou que, com as eleições antecipadas, será possível colocar um ponto final a esta situação, para que o país possa seguir em frente.

A oposição acusa o Governo de querer usar o pleito para "evitar a responsabilidade" por não ter conseguido entrar na Otan, iniciar as negociações de adesão com a UE e melhorar a situação econômica do país.

O Governo de Gruevski iniciou seu trabalho em 2006, mas nunca conseguiu se estabilizar totalmente. Em março, o DPA abandonou a coalizão, porque o Executivo ainda não tinha reconhecido a independência unilateral do Kosovo nem cumprido várias reivindicações da minoria albano-macedônia. EFE Ib/bf/an

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