Lygia Pape recebe prêmio póstumo na Bienal de Arte de Veneza

Veneza (Itália), 6 jun (EFE).- O júri da 53ª Bienal de Arte de Veneza concedeu hoje a Menção Especial Remaking Worlds (Refazendo Mundos, em tradução livre) à artista fluminense Lygia Pape (1927-2004) em caráter póstumo.

EFE |

No prêmio de maior destaque, os Estados Unidos foram agraciados hoje com o Leão de Ouro pela Melhor Participação Nacional na bienal.

Além disso, a japonesa Yoko Ono e o americano John Baldessari receberão um Leão de Ouro cada em homenagem a suas respectivas carreiras artísticas.

Segundo informou a organização do evento em comunicado, os EUA receberam o prêmio pela "energia constante e à precisão" do trabalho exibido em seu pavilhão por Bruce Nauman, cuja exposição é uma das mais visitadas entre as apresentações oficiais na cidade italiana.

"Sua obra revela a magia do significado enquanto emerge através de uma repetição implacável da linguagem e da forma", acrescenta.

O artista apresenta em Veneza "Topological Garden", uma obra que exibe corpos desmembrados e luzes de neon e que pretende dissolver os limites habitualmente estabelecidos para separar o espaço pessoal do social.

O Leão de Ouro para o Melhor Artista da Bienal de Arte de Veneza foi para o alemão Tobias Rehberger, por sua obra "Was du liebst, bringt dich auch zum Weinen", exibida no Pavilhão da Alemanha, enquanto que o Leão de Prata para a Jovem Promessa foi concedido a Nathalie Djurberg, por "Experimentet", exposta no Pavilhão da Suécia.

Também houve uma Menção Especial para o dinamarquês Michael Elmgreen e o norueguês Ingar Dragset, que surpreenderam os visitantes da bienal com o Pavilhão Nórdico, no qual é possível ver a obra "Death of a Collector" (2009), o colecionador de arte que flutua morto em uma piscina. EFE mcs/bba

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