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Luxo e glamour retornam fumegantes a Havana, no Festival del Habano

Antonio Martínez. Havana, 22 fev (EFE).- O luxo e o glamour voltam nesta segunda-feira à capital cubana nas mãos fumegantes dos participantes do XII Festival del Habano, que reunirá produtores, comerciantes, epicuristas e especialistas nos tabacos puros de maior fama e preço do mundo.

EFE |

Os organizadores anunciaram que lançarão a nova linha "Cohiba Behike", que fazem propaganda como "a mais exclusiva apresentada pela Habanos S.A.", corporação cuja metade pertence ao Estado cubano e a outra a Altadis, filial franco-espanhola da multinacional britânica Imperial Tabacco.

A marca Romeo e Julieta, outra das estrelas da empresa mista, apresentará um novo charuto de cepo grosso batizado de "Wide Churchills" e o novo calibre "Julieta", um "charuto dedicado especialmente para homenagear a mulher", segundo o comunicado oficial.

Entre os encarregados do glamour do Festival, à parte das fumaças caras e da beleza decrépita de Havana, estarão a soprano e atriz britânica Sarah Brightman e o golfista espanhol Miguel Ángel Jiménez.

Por Cuba, o pianista Chucho Valdés, recém agraciado com um prêmio Grammy.

Cerca de mil pessoas, que pagaram, poderão visitar fábricas de tabaco e percorrerão a província ocidental de Pinar del Río, onde os camponenses cultivam algumas das mais apreciadas variedades da folha.

Em uma feira comercial paralela ao festival serão vendidos estojos personalizados para charutos, caixas para conservá-los frescos (humidores) de todos os tamanhos e preços, calibres de coleção e edições limitadas de charutos das marcas comercializadas pela Habanos.

Há muitos anos atrás participava do festival o líder cubano Fidel Castro, insaciável fumante de charutos em décadas passadas e depois militante antitabaco, mas desde julho de 2006 não aparece em público por causa de uma doença intestinal que o obrigou a ceder a Presidência a seu irmão mais novo Raúl.

Por exemplo, Fidel Castro participou com seu uniforme verde oliva, sorridente e descontraído, ao jantar de gala do Festival de 2001, no cabaré Tropicana, onde o veterano músico e compositor cubano Compay Segundo recebeu o prêmio "Homem Habano" e seu inseparável chapéu foi leiloado por US$ 17.500.

Enfeitaram o Festival em outros tempos celebridades como o Prêmio Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez, os atores Joseph Fiennes, Mat Dillon e Jeremy Irons, e desportistas como Nikki Lauda.

"Fumar cigarro é como fazer sexo. Fumar charuto é como fazer amor", filosofou Irons em 2005.

Uma das festas com mais glamour do único país da América governado por um Partido Comunista acontece na sexta-feira no hotel reservado para a entrega do "Prêmio Habano do Ano" e o "Grande Leilão de Humidores", no qual costuma haver lances de milhões de dólares.

O tabaco tem em Cuba uma tradição centenária e possivelmente milenar, muito antes de que se tornassem universalmente famosas marcas como Cohiba, Montecristo, Romeo e Julieta, Partagás, Hoyo de Monterrey e H. Upmann.

A história conta que em 1492, quando Cristóvão Colombo chegou à maior ilha das Antilhas, observou que os aborígines reduziam a pó as folhas, ou as retorciam para acendê-las e aspirar sua fumaça aromática.

Os que habitaram o que depois foi Cuba davam um significado religioso ao tabaco e costumavam utilizá-lo em rituais para comunicar-se com suas deidades.

Agora os charutos são fumados com pleno conhecimento de que são cancerígenos, por sibaritismo e esnobismo, ou para presumir de poderio econômico, social ou fálico. EFE am/ma

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