Luta livre no México atrai legião de mulheres

Um dos esportes mais populares do México, a luta livre atrai uma legião de adeptos, inclusive mulheres. Dezenas de mexicanas de todos os cantos do país tentam abraçar o esporte como profissão e, para isso, dedicam-se em tempo integral à rotina de treinos e viagens.

BBC Brasil |

Dulce Garcia, conhecida nos ringues como Sexy Star, começou a carreira em 2006.

Ela conta que a rotina intensa de treinos e viagens reserva pouco tempo para família e amigos.

"Há pouco tempo para a vida pessoal, mas quando vejo minha irmã com três filhos penso que o estilo de vida dela não é para mim", diz ela.

Como na luta livre masculina, o ritual para as disputas femininas provoca o mesmo alvoroço.

Vestidas com fantasias exóticas e máscaras, elas sobem ao ringue ao som ensurdecedor de músicas especiais para a ocasião, envoltas por nuvens de gelo seco que ganham um efeito especial com jogos de luzes.

Os golpes incluem saltos acrobáticos, socos e mergulhos que levam a platéia ao delírio. Entre uma pirueta e outra é importante proteger a máscara, já que ser desmascarado pelo rival é visto como insulto.

Todos os treinadores são homens e eles exigem que as mulheres tenham o mesmo desempenho dos lutadores.

Há 11 anos, a modalidade para mulheres perdeu um pouco do apoio no país depois que associações de lutadores reclamaram que as apólices de seguros para as lutadoras eram muito caras.

Nos anos 90, as TVs mexicanas interromperam por certo tempo a transmissão das lutas femininas, argumentando que eram muito violentas.

Atualmente, os canais exibem as disputas, mas em geral, ainda atraem menos publicidade e patrocínio do que as dos homens.

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