Luta contra os talibãs tem que passar pelo Paquistão, diz ministro afegão

O governo afegão e os países ocidentais não poderão ganhar a guerra contra os talibãs se não atacarem as bases dos rebeldes no Paquistão, afirmou nesta segunda-feira o ministro afegão das Relações Exteriores, Rangin Dadfar Spanta.

AFP |

É necessário ampliar "a perspectiva geográfica" deste conflito, declarou Spanta em Berlim, durante uma breve entrevista coletiva ao lado de seu colega alemão Frank-Walter Steinmeier.

"Os campos de treinamento ideológico e militar (dos talibãs) estão fora do Afeganistão, nas regiões montanhosas do Paquistão", destacou o ministro afegão.

"Precisamos acabar com isso. Não podemos permitir que eles utilizem o terrorismo como instrumento de política externa", acrescentou.

O governo de Cabul apóia o presidente eleito do Paquistão, Asif Ali Zardari, e quer trabalhar com ele sobre questões de segurança na região, disse Spanta.

No momento do discurso do ministro afegão, 14 militantes islâmicos e sete civis, entre eles mulheres e crianças, morreram na explosão de mísseis aparentemente disparados por aviões sem piloto americanos no noroeste do Paquistão.

Washington e as autoridades afegãs estão convencidas de que a Al-Qaeda e os talibãs afegãos reconstituíram suas principais bases nesta região do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão.

Questionado pelo bombardeio americano de agosto que matou, segundo Cabul e a ONU, pelo menos 90 civis na província afegã de Herat, Spanta declarou que "a comunidade internacional e o Exército afegão têm que melhorar rapidamente sua coordenação".

Entretanto, o ministro afegão também afirmou que Washington desempenha "um papel crucial no combate ao terrorismo". Sobre as vítimas civis dos bombardeios, ele disse que os talibãs usam os civis como "escudos humanos".

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