Luta contra desmatamento na Amazônia afrouxou em período eleitoral, diz Minc

A luta contra o desmatamento na Amazônia está sendo colocada em segundo plano pelas eleições de outubro, afirmou nesta sexta-feira o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

EFE |

"Estive toda a semana na Amazônia e vi muitas áreas queimadas. Na véspera das eleições, muitos governadores, muitos prefeitos, afrouxam completamente a fiscalização. Ninguém quer multar e proibir ninguém na véspera de eleições", assegurou Minc no Rio de Janeiro.

A conseqüência, segundo o ministro, é o "aumento" dos incêndios provocados por criadores de gado, que buscam abrir novas zonas de mata, ou por agricultores, que pretendem estender a área cultivável de suas fazendas.

Minc ameaçou tomar medidas como a publicação de uma lista com o nome dos políticos que não colaborarem com a vigilância e a proteção da floresta amazônica.

"Vamos a um lugar, detemos, proibimos, confiscamos o gado e, duas semanas depois, voltamos lá e os incêndios aparecem outra vez. Infelizmente, há mais gente destruindo que defendendo. É uma triste realidade", lamentou o ministro.

Minc também aproveitou para sugerir novas medidas para coibir a ação dos responsáveis pela destruição da Amazônia, como obrigar os presos por crimes contra o meio ambiente a plantar árvores durante seu período de condenação.

"É preferível que os criminosos passem a metade do tempo plantando árvores, em vez de tirar férias forçadas às nossas custas", opinou.

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