Luta contra Alzheimer sofre revés com uma nova pesquisa científica

(embargada até 20h de Brasília) Londres, 17 jul (EFE).- Extirpar a placa que se forma no cérebro de um paciente com Alzheimer não diminui a degeneração associada a esta doença, segundo demonstra um estudo que refuta a teoria defendida até agora por vários especialistas.

EFE |

A pesquisa, dirigida pela Universidade de Southampton (Inglaterra), contou com uma amostra de 80 doentes de Alzheimer. Em 64, inoculou uma vacina - a AN1792- que serve para acabar com esta placa, enquanto os 16 restantes receberam um placebo.

Depois de seis anos, e após a morte de 20 pacientes (15 do grupo vacinado e 5 do grupo do placebo), os pesquisadores chegaram à conclusão de que não havia diferença alguma entre os casos dos dois grupos, pois os pacientes de ambos apresentavam as mesmas taxas de sobrevivência e os mesmos níveis de degeneração neuronal com a passagem do tempo.

Desta forma, os pesquisadores podem assegurar que a extirpação da placa que cresce nos cérebros dos doentes de Alzheimer não é a solução, nem representa nenhuma melhora para os pacientes desta doença. EFE ot/bm/plc

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