Luta contra aids passa por planos estatais contra drogas, diz HRW

Nova York, 28 nov (EFE).- A ONG Human Rights Watch (HRW) pediu hoje aos Governos de todo mundo que ampliem seus programas de ajuda aos usuários de drogas como parte de seus esforços para combater a aids.

EFE |

"A epidemia do HIV no mundo está sendo impulsionada pela falta de acesso a programas de troca de agulhas e a tratamentos de manutenção com metadona, cuja eficácia para reduzir o uso de drogas está demonstrada", disse o diretor do programa de HIV/aids da HRW, Joe Amon.

Em 1º de dezembro se celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma doença que afeta 33,2 milhões de pessoas no mundo e que em 2007 registrou 2,5 milhões de novos casos, segundo a ONU.

A HRW afirmou que esses tipos de programas dão resultados, "mas muitos Governos e doadores internacionais concedem a eles muito pouco apoio ou se recusam a experimentá-los", disse Amon.

Ele destacou também que fora da África Subsaariana, até 30% de todas as novas infecções pelo HIV se dão em pessoas que utilizam drogas injetáveis, e dentro desta região há um aumento do uso de substâncias intravenosas.

Segundo a HRW, aproximadamente 80% dos usuários de drogas intravenosas vivem em países em desenvolvimento ou em transição, onde muitos não têm acesso a serviços de prevenção ao HIV.

Segundo dados da ONU de 2005, as estimativas feitas em 94 países de renda baixa e média mostram que a porcentagem de usuários de droga intravenosa que receberam algum tipo de serviços de prevenção foi de 8%.

A HRW denunciou que a situação em prisões e centros de detenção "é particularmente calamitosa, com pouco acesso a tratamento para a toxicomania ou a serviços de prevenção do HIV", e que "são comuns as condutas de risco e o uso de drogas".

A organização também expressou preocupação com as violações contra os direitos humanos dos detidos que usam drogas.

Segundo dados da ONU, o HIV entre que utilizam drogas intravenosas supera os 40% em nove países e oscila entre 20% e 40% em outros cinco.

Os números mais elevadas correspondem a China, Estados Unidos e Rússia, onde se estima que as taxas nacionais de incidência do HIV cheguem a 19%, 22% e 74 %, respectivamente. EFE emm/ab/rr

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