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Lula visita Havana pela 2ª vez em 2008 para ser sócio nº1 de Cuba

Havana, 29 out (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega amanhã a Havana para uma visita de menos de 24 horas, sua segunda em 2008, para ratificar seu desejo de tornar o Brasil sócio número um de Cuba.

EFE |

Lula encontrará o presidente cubano, Raúl Castro, e lhe ratificará a solidariedade do Brasil após a passagem pela ilha de dois furacões entre agosto e setembro que causaram perdas superiores a US$ 5 bilhões.

Brasil enviou a Cuba no mês passado dois aviões com 28 toneladas de alimentos para os desabrigados e está em caminho um navio com mais mantimentos e materiais para a reconstrução de infra-estruturas e casas.

Além disso, o Brasil abriu uma linha de crédito de US$ 200 milhões para a compra de alimentos, tanto agropecuários como industrializados, a Cuba, que importa mais de 80% dos alimentos que consomem seus 11,2 milhões de habitantes.

Durante a visita, as estatais Petrobras e Cupet devem assinar um acordo para que a primeira faça prospecções em águas cubanas do Golfo do México, embora ainda estejam negociando detalhes finais, disseram à agência Efe diplomatas brasileiros em Havana.

Além disso, o presidente brasileiro convidará Raúl Castro a visitar o Brasil em dezembro, informou ontem seu porta-voz, Marcelo Baumbach.

O Governo cubano e os meios de comunicação da ilha -todos estatais- não informaram até agora da visita do líder brasileiro.

Lula esteve em Havana em 14 e 15 de janeiro, visitando o ditador Fidel Castro, de 83 anos, que devido à crise intestinal que sofre desde 2006, passou o poder a seu irmão, Raúl, de 77, em fevereiro.

Lula chegará a Havana acompanhado por empresários brasileiros, entre os quais promoveu pessoalmente oportunidades de negócios e investimentos na ilha.

Além disso, ele assistirá à inauguração em Havana de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Desde janeiro se negociam acordos em torno de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões para infra-estruturas de estradas e compra de colheiteiras brasileiras de arroz e cana-de-açúcar.

Também há projetos de construção de hotéis, casas pré-fabricadas, lubrificantes petroquímicos, provisão de materiais para infra-estruturas elétricas, indústrias siderúrgicas e mecânicas, e montagem de ônibus e reboques. EFE am-jlp/jp

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