Lula viaja para Trinidad e Tobago, após defender A. Latina perante Obama

Brasília, 17 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou hoje a Trinidad e Tobago para participar da V Cúpula das Américas, após conversa telefônica que teve na quinta-feira com seu colega americano, Barack Obama, na qual lhe pediu uma nova visão em relação à América Latina.

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O chefe de Estado, que entrou no avião oficial da Presidência na base aérea de Brasília, deve chegar a Port of Spain às 14h (15h de Brasília) e participar três horas depois na cerimônia inaugural da cúpula.

Lula viajou a Trinidad e Tobago após a conversa por telefone de 15 minutos que teve na quinta-feira com Obama para afinar os assuntos que abordarão na Cúpula das Américas.

Lula relatou que aproveitou essa conversa para pedir a Obama uma nova visão em relação à América Latina, que se baseie mais na cooperação para o desenvolvimento econômico da região.

"Os Estados Unidos precisam ter um olhar para a América Latina que pense no desenvolvimento, no avanço tecnológico, em uma sociedade melhor", afirmou o presidente.

"Acho que podemos conseguir isso porque Obama tem todas as possibilidades de investir na relação política entre Estados Unidos e América Latina", acrescentou.

"Vou dizer amanhã (a Obama) que é necessário uma mudança na visão que os Estados Unidos têm da política latino-americana, porque não temos mais Guerra Fria nem luta armada", disse.

Segundo Lula, o único grupo na América Latina que ainda defende a chegada ao poder pelas armas são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), já que muitos dos que defendiam a luta armada em décadas passadas chegaram ao poder pelo voto popular.

De acordo com fontes oficiais brasileiras, Lula também aproveitará a cúpula para pedir a Obama novos gestos de abertura em relação a Cuba, após as medidas anunciadas nos últimos dias pelos EUA para levantar as restrições ao envio de remessas e às viagens de cubano-americanos ao país caribenho.

Algumas versões da imprensa indicam que Lula sugeriu a Obama que designe um representante especial para dialogar diretamente com as autoridades de Havana, tal como o fez para o Oriente Médio.

Em várias oportunidades, o presidente brasileiro questionou o embargo a Cuba e alegou que já não existem mais razões políticas nem econômicas que o justifiquem. EFE cm/ma

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