Lula viaja a Bariloche para intermediar impasse na América do Sul

BRASÍLIA ¿ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja na sexta-feira para Bariloche para participar da reunião extraordinária da Unasul (União das Nações Sul-americanas), que tem como objetivo debater as tensões na América do Sul causadas pelo acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos.

Christian Baines, repórter em Brasília |

Contando com a presença dos presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, o encontro deve discutir o acordo militar entre os países e o armamentismo na região, de maneira geral.

Lula vai propor transparência total a todos os países para que a confiança seja restabelecida na região. A ideia é fortalecer o Conselho de Defesa da cúpula como uma instituição. O governo brasileiro acredita que se conseguir criar uma agenda mais robusta para o conselho já terá obtido uma vitória nesse sentido.

O porta-voz da Presidência não descartou a possibilidade de Lula se reunir ou conversar por telefone com Chávez antes da reunião para sinalizar o esforço na intermediação do impasse. Não há a expectativa de que a reunião resolva de imediato a questão, mas o governo vê a participação de Uribe e Chávez na mesma cúpula como um avanço.

A cúpula na Argentina acontece 15 dias após o último encontro entre os líderes latinos, realizado em Quito, que terminou sem maiores resultados e com a ausência de Uribe, que considera o Equador um território hostil após o rompimento entre os dois países provocado por um ataque colombiano a uma base guerrilheira em território equatoriano.

Encontro com Obama

Lula deve se encontrar nos próximos meses com o presidente americano Barack Obama para tratar do impasse, segundo porta-voz da Presidência. O presidente quer que os Estados Unidos dêem garantias formais e jurídicas de que o acordo militar com a Colômbia não avançará sobre o território de outros países.

O governo brasileiro estudava a possibilidade dos dois presidentes se reunirem durante a Assembléia Geral da ONU, no mês que vem. Porém, por problemas de agenda, o encontro será inviável.

Lula quer conversar sobre as políticas do governo americano para o continente sul-americano. A ideia é superar os resquícios de uma mentalidade ainda da época da Guerra Fria.

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