Lula teria oferecido tratamento para câncer de Evo Morales

Governo boliviano negou que presidente tinha câncer, conforme revelou documento vazado pelo site WikiLeaks

iG São Paulo |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria oferecido ao presidente boliviano, Evo Morales, tratamento contra um câncer do líder da Bolívia, diz um documento vazado nesta terça-feira pelo WikiLeaks.

Uma carta de 22 de janeiro de 2009, enviada pelo então embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, a Washington relata um encontro entre Lula, Evo e o presidente da Defesa Nelson Jobim em que confirmou-se o rumor da doença do líder boliviano.

Jobim teria contado ao embaixador que Lula ofereceu a Evo "exames e tratamento em um hospital de São Paulo". "Apesar de ter havido documentos públicos de que Morales precisa de cirurgia para uma 'sinusite aguda', e dores de cabeça e otite relacionadas, de acordo com Jobim, seus problemas são causados por um sério tumor e a cirurgia será uma tentativa de removê-lo", segundo a correspondência de Sobel.

O tratamento, no entanto, teria sido descartado por conta do referendo constitucional de 25 de janeiro daquele ano. Segundo documento também, Jobim que esteve no encontro entre Lula e Morales, comentou que o tumor poderia explicar por que Morales andava ausente de cúpulas recentes.

Réplica

Depois da divulgação do arquivo, o governo boliviano negou os rumores sobre o câncer de Evo. "Foi um problema de septo nasal. De maneira alguma o presidente tinha um tumor, menos ainda um tumor que poderia gerar dificuldades em sua saúde", afirmou o porta-voz do governo Iván Canelas à rádio privada Erbol.

Para Canelas, há "uma boa carga de especulação" no relatório que a embaixada dos EUA em Brasília enviou ao Departamento de Estado em janeiro de 2009.

Ele ressaltou também que o presidente boliviano foi operado em fevereiro por uma equipe de médicos cubanos em La Paz, porque tinha "um problema de septo nasal". "Todos sabem que o presidente se submeteu a uma cirurgia do nariz, porque tinha um problema de septo que gerava dificuldades, especialmente coriza, às vezes resfriados permanentes", insistiu o porta-voz.

*Com AFP

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