Lula sugere que Obama crie comissão Brasil-EUA para coordenar ajuda no Haiti

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu hoje ao seu colega dos Estados Unidos, Barack Obama, a criação de uma comissão de ministros dos dois países para coordenar a ajuda humanitária no Haiti, informou a Presidência.

EFE |

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    O Brasil quer evitar uma sobrecarga sobre as atividades da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah), força de capacetes azuis liderada pelo Brasil e cujo trabalho desde 2004 é manter a segurança no país caribenho, explicou Lula a Obama em um telefonema feito pelo presidente americano.

    Lula destacou que a distribuição de água e alimentos deve ficar a cargo das autoridades haitianas, mas ponderou que é necessário estudar se têm capacidade para realizar esta tarefa, disse um porta-voz da Presidência à Agência Efe.

    O presidente americano destacou que o Brasil é seu principal parceiro no Haiti, disse que os dois países devem se manter juntos porque contam com os maiores contingentes militares da região e ressaltou que o Brasil tem a vantagem de conhecer a geografia, população e costumes haitianos.

    Obama sugeriu que EUA, Brasil e Canadá liderem a comunidade de países doadores, que vão se reunir no final deste mês em Montreal.

    Além disso, anunciou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, quer convocar uma cúpula na ilha de Martinica para falar sobre a situação do país arrasado pelo terremoto.

    Lula confirmou a Obama seu interesse de participar de qualquer reunião sobre o assunto e que está disposto a mudar sua agenda para comparecer a estas entrevistas.

    O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

    O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

    A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

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