Lula sugere a Obama que Hillary visite Bolívia e Venezuela

Port of Spain, 18 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu hoje ao líder dos Estados Unidos, Barack Obama, uma visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, à Bolívia e à Venezuela para tentar recompor as relações com os dois países.

EFE |

"O presidente Lula sugeriu que talvez a secretária de Estado (Hillary) ou outro funcionário dos EUA pudesse visitar algum destes países", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao comentar a reunião que Obama teve hoje com os governantes dos países da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

A reunião aconteceu antes do início da primeira sessão plenária da 5ª Cúpula das Américas, que acontece em Port of Spain, a capital de Trinidad e Tobago.

Amorim explicou que, ao propor a visita de Hillary, Lula "mencionou alguns países, os países com os quais houve mais desentendidos", o que não quer dizer que uma possível viagem da secretária de Estado americana não inclua outras nações.

"Ele (Lula) estava se referindo aos países nos quais houve mal-entendidos, vocês sabem quais são", lembrou o chanceler.

As relações diplomáticas entre Estados Unidos, Bolívia e Venezuela pioraram bastante nos últimos anos do Governo de George W.

Bush, a quem os presidentes Evo Morales e Hugo Chávez acusaram reiteradamente de ingerência nos assuntos internos das nações.

No entanto, nesta edição da Cúpula das Américas houve certa aproximação da América Latina em geral com o Governo de Obama, do qual esperam uma mudança na política para a região, começando por uma normalização das relações com Cuba.

"Em geral, as pessoas esperam coisas concretas (de uma cúpula), mas uma boa relação política é uma coisa muito concreta", afirmou Amorim.

De acordo com o chanceler, na reunião de hoje com Obama também foi discutida a segurança continental e, dentro desse aspecto, a luta contra as drogas.

"Lula disse que o Brasil já propôs a criação de um conselho sul-americano com relação ao narcotráfico. Não há dúvida de que estamos preocupados com isso, e que será um tema de cooperação", ressaltou Amorim. EFE joc/db

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