Lula ressalta sucesso atual e futuro da integração América do Sul-África

PORLAMAR - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou neste sábado convencido do sucesso do processo de integração entre os países sul-americanos e africanos e destacou que isso abrirá oportunidades inéditas de desenvolvimento para as duas regiões.

EFE |


"No momento em que nos juntamos, podemos produzir oportunidades muito maiores do que as criadas pelo mundo desenvolvido em todo o século passado" para os países em vias de desenvolvimento, declarou Lula durante seu discurso na segunda Cúpula América do Sul-África (ASA), aberta hoje tarde na ilha venezuelana de Margarita.

O presidente brasileiro lembrou que a primeira Cúpula ASA foi organizada na Nigéria em 2006 em meio ao ceticismo sobre seu poder de convocação e seu resultado.

Após essa primeira reunião, a integração entre América do Sul e África "não parou de se fortalecer", disse Lula, que citou o aumento das "trocas comerciais em mais de 50%", e as "bem-sucedidas experiências compartilhadas no ramo da saúde e de energia".

Para ampliar ainda mais esse processo, o presidente propôs a criação de "um grupo de trabalho fixo, permanente" que determine, aborde e avance sobre "temas determinados" que permitam a ambas as regiões "chegar na próxima Cúpula com resultados extraordinários".

"Graças à integração, nossos países sofreram menos pela queda da demanda no mundo desenvolvido" derivada da crise econômica mundial, a qual, sustentou Lula, é de responsabilidade do mundo desenvolvido.

Para o presidente, aumentar os mecanismos de cooperação permitirá que os países sul-americanos e africanos avancem no "necessário" reforço de sua presença "na Organização Mundial do Comércio" (OMC) para forçar a aprovação de normas que abram o caminho para que o comércio seja uma verdadeira "alavanca de desenvolvimento para os países mais pobres".

A cooperação também servirá para dizer "aos países industrializados que não podem ignorar seus compromissos obrigatórios de redução de emissões", já que os países em desenvolvimento são "as primeiras e maiores vítimas" da mudança climática, sustentou Lula.

Além disso, para o presidente, os países sul-americanos e africanos têm que "trabalhar juntos na reforma do Conselho de Segurança da ONU, sob pena de perder a oportunidade" de serem ouvidos no concerto internacional.

"Valeu a pena fazer a primeira (cúpula ASA) ao ver os resultados, porque a integração entre América do Sul e África não tem mais volta", declarou Lula, após expressar sua "alegria" por estar presente nesta segunda edição.

A segunda Cúpula ASA termina amanhã com a assinatura de pelo menos dois documentos oficiais, uma declaração final e um plano de ação, que definirão a agenda de trabalho conjunto para os próximos anos.

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