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Lula reitera opção pela América Latina após acordos com UE e França

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a opção preferencial do Brasil pelos países da América Latina, após reforçar nesta terça-feira a associação estratégica do país com a França, e um dia após ter feito o mesmo com a União Européia (UE).

EFE |

"As relações com a América Latina são estratégicas, assim como as relações com o Mercosul, com a Europa e com a França", disse Lula na entrevista coletiva que concedeu após seu encontro, no Rio de Janeiro, com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"Se queremos um mundo em paz, temos que cuidar primeiro de nossa casa, e o Mercosul e a América Latina são nossa casa, e, como tal, temos que cuidar com carinho", acrescentou.

A cúpula Brasil-União Européia, realizada ontem no Rio de Janeiro, e a visita oficial ao país que Sarkozy realizou hoje ocorreram exatamente uma semana depois de Lula conseguir reunir todos os países da região na Cúpula da América Latina e Caribe.

Lula se pronunciou também contra uma suposta declaração de empresários brasileiros, segundo a qual a insistência do Brasil em fortalecer o Mercosul e a futura entrada da Venezuela a este bloco podem afetar as relações comerciais com a União Européia.

"Essa afirmação tem uma boa carga do preconceito que conseguimos derrotar ao fortalecer as relações do Brasil com os países da América Latina", disse o presidente brasileiro.

"No Brasil, há pessoas que gostariam que só olhássemos para a Europa, Estados Unidos ou Japão, e que não olhássemos para a América do Sul, que atualmente é a região com a qual temos o maior fluxo comercial", acrescentou.

Segundo Lula, o Brasil tem que entender que Mercosul, América do Sul e América Latina são muito importantes tanto econômica quanto politicamente para o país.

Acrescentou que o Brasil não pode privilegiar em suas relações apenas países ricos, porque conta com vizinhos aos quais tem que ajudar para evitar que surjam problemas que depois podem atravessar a fronteira.

"Nosso país tem fronteiras com países pequenos, com países mais pobres que o Brasil, com países com menor potencial tecnológico, e temos a obrigação moral, econômica, política e ética de ajudá-los a se desenvolver", afirmou.

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