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Lula: Crime contra a humanidade é relegar países pobres à miséria

Brasília, 16 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje uma entusiasmada defesa dos biocombustíveis ao afirmar que o verdadeiro crime contra a humanidade é relegar os países pobres à miséria e fechar-lhes a porta para o desenvolvimento.

EFE |

Ao inaugurar a fase ministerial da conferência regional da Organização das Nações Unidas para a Agrucultura e Alimentação (FAO), Lula tocou no assunto da atual crise dos alimentos ao negar, de forma veemente, que a bioenergia seja "o vilão dessa história".

A declaração de Lula foi uma resposta ao relator das Nações Unidas Jean Ziegler, que esta semana se referiu à produção e ao uso dos biocombustíveis como um "crime contra a humanidade", devido aos problemas que o mundo enfrenta atualmente com a alta dos preços dos alimentos.

"É muito fácil ficar sentado em uma poltrona na Suíça e opinar sobre o que acontece no Brasil ou na África", acrescentou o presidente.

Segundo Lula, a responsabilidade pela atual crise é, em grande parte, dos países desenvolvidos e do "protecionismo" que regula seus mercados agrícolas, o qual "causa distorções que criam dependência" e impedem o desenvolvimento das nações mais pobres.

Em seu discurso, Lula pediu à FAO que promova um debate "sério", "responsável" e "informado" sobre a bioenergia. Além disso, frisou que a experiência brasileira demonstra que essa alternativa propicia um equilíbrio entre "o social, o econômico e o ambiental".

"Fico assustado quando tentam criar uma relação entre o aumento dos alimentos e os biocombustíveis. Fico assustado quando não falam do impacto da alta do petróleo no preço dos alimentos. Fico assustado quando não falam do impacto dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos", afirmou o presidente. EFE ed/sc

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