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Lula proporá aliança energética e agrícola entre Brasil e África

Brasília, 29 jun (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistirá na próxima quarta-feira à Cúpula da União Africana, que será realizada na Líbia, com a intenção de propor uma aliança energética e agrícola entre seu país e esse continente.

EFE |

Será a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro participará de uma cúpula africana, à qual foi convidado devido a seu interesse "em promover as relações entre África e América do Sul", disseram à Agência Efe fontes diplomáticas em Brasília.

Lula discursará na inauguração da cúpula junto com o anfitrião, o líder líbio, Muammar Kadafi, os líderes de outros países africanos e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, antecipou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

Em sua mensagem, "reafirmará o compromisso de longo prazo que o Brasil tem com o desenvolvimento da África, assim como a prioridade de política de Estado que o Governo conferiu às relações com esse continente", declarou o porta-voz.

Além de seu discurso de caráter político, Lula também busca potencializar as crescentes relações econômicas, comerciais e de cooperação, através da assinatura de três acordos entre Brasil e União Africana.

Um deles oferecerá estender a todos os países da África um projeto para melhorar a produtividade das indústrias de algodão de Mali, que a Embrapa desenvolve nessa nação há pouco mais de um ano.

O projeto busca melhorar a qualidade do solo, as técnicas de semeadura e a produtividade, e, até agora, o Brasil investiu em seu desenvolvimento cerca de US$ 4 milhões.

Também será assinado outro convênio sobre cooperação na área de agricultura, para o fortalecimento dos pequenos produtores e do acesso a mercados domésticos, regionais e internacionais, que incluirá a oferta de capacitar os camponeses no desenvolvimento de biocombustíveis.

O principal foco desse acordo será o etanol que o Brasil produz há três décadas com cana-de-açúcar e que Lula promove como ferramenta para promover a distribuição de renda e o combate à pobreza, assim como para conter a emissão de gases poluentes.

O terceiro acordo se refere à cooperação para o desenvolvimento humano e social, e assistência em saúde, e abrangerá também as áreas de cultura e esporte como mecanismos de inclusão.

No relativo à saúde, Lula renovará sua oferta de colaborar com a África no combate à aids mediante os programas que são aplicados no Brasil há mais de uma década, que são considerados pela ONU um "modelo" para o mundo em desenvolvimento.

Outro objetivo do presidente será buscar fórmulas para reforçar o comércio com a África, que tem um peso crescente na balança comercial do país.

Até 2003, quando Lula chegou ao poder, a troca entre Brasil e todos os países africanos girava em torno dos US$ 5 bilhões anuais.

No entanto, a política de diversificação do comércio exterior que Lula impôs desde então fez com que, em 2008, a troca com a África superasse os US$ 26 bilhões, disse Baumbach.

Esse crescimento situou a África no ano passado em quarto lugar entre os principais parceiros comerciais do Brasil e, segundo o porta-voz, existe uma "enorme margem" para ampliar essas relações.

Lula partirá hoje à noite para Trípoli, onde pernoitará amanhã, e na quarta-feira se dirigirá para Sirte, cidade natal de Muamma Kadafi e sede da cúpula.

Na própria quarta-feira, após um almoço oficial, Lula deve retornar a Brasília. EFE ed/an

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