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Lula pede novos mecanismos de integração em Cúpula ASA

Porlamar (Venezuela), 27 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu hoje em que a América do Sul e a África devem buscar novos mecanismos para se relacionar mutuamente e transformar as duas regiões em protagonistas do século XXI.

EFE |

Lula ofereceu um discurso que qualificou de "palavras de incentivo" aos cerca de 30 líderes reunidos na 2ª Cúpula América do Sul-África (ASA), da qual se retirou antecipadamente, para cumprir compromissos na Europa, segundo ele mesmo explicou.

Sua agenda de trabalho na Europa inclui uma visita a Copenhague para promover a candidatura do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Em suas palavras de despedida da cúpula, realizado na venezuelana Isla Margarita, o presidente brasileiro ressaltou que, embora os "resultados" da mesma não se vejam imediatamente, apenas sua realização é uma "extraordinária vitória política" para a América do Sul e a África.

A integração real das duas regiões "pode mudar a geografia política, econômica do mundo", e as duas cúpulas ASA, a primeira em 2006 e a atual, colocaram uma "nova lógica política que não existia há dez anos", destacou Lula.

Acrescentou que os países africanos e sul-americanos continuarão enfrentando dificuldades para concretizar sua integração, mas essas barreiras serão superadas após tomarem consciência de que "dependemos muito mais de nossas decisões do que das ajudas e decisões externas, que esperamos durante todo o século XX".

Nesse contexto, citou que, durante a atual Cúpula ASA, sete países da União de Nações Sul-americanas (Unasul) assinaram um acordo para a constituição definitiva do Banco do Sul, após quase três anos de negociações.

"O Banco do Sul nos levou três anos (...) e não sabemos quanto tempo vai levar para ratificá-lo nos Congressos de cada um dos países signatários", disse Lula, ao falar das dificuldades e períodos que devem ser superados para concretizar a integração regional.

Ontem à noite, Lula e os presidentes da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; da Bolívia, Evo Morales; do Equador, Rafael Correa; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vásquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, assinaram um acordo para a criação do Banco do Sul, com um capital autorizado de US$ 20 bilhões.

"O século XXI pode ser o século da África, da América Latina e da América do Sul", disse Lula, que em seus discursos na Cúpula ASA qualificou de positivo e importante o avanço na cooperação comercial e política entre as duas regiões.

Lula também insistiu na "necessidade" de que a América do Sul e a África persistam na busca de "novos parceiros, novas relações", e repetiu que essa diversificação permitiu que muitos países de ambas as regiões "sofressem menos" com a crise econômica.

O governante brasileiro também teve palavras de felicitação e agradecimento ao anfitrião da reunião, Hugo Chávez, pelo "êxito" do encontro de alto nível.

"No ano que vem, vou acabar minha Presidência no Brasil e sei o sacrifício, o esforço de fazer uma reunião" presidencial, de "convencer" os líderes para que compareçam e para que, depois, trabalhem na concretização dos acordos alcançados, disse Lula.

O presidente brasileiro oferecerá uma entrevista coletiva em Isla Margarita antes de partir para Brasília.

A 2ª Cúpula ASA terminará hoje com a assinatura de pelo menos dois documentos oficiais, uma declaração final e um plano de ação, para aprofundar a cooperação e integração entre as duas regiões. EFE gf/an

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