Nações Unidas, 22 set (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje que os bancos centrais revisem algumas medidas para que não se permita a especulação financeira, em declarações a jornalistas na sede das Nações Unidas, em Nova York, onde participa dos debates da Assembléia Geral. Não é justo que, quando os cassinos ganham dinheiro, tudo vai bem, e quando perdem, todos tenham que pagar por isso, afirmou. As conseqüências da crise financeira internacional serão um dos assuntos centrais neste fórum, que reúne chefes de Estado e de Governo de 192 países. O presidente brasileiro, que na terça-feira será o primeiro líder a discursar na tribuna da ONU, expressou preocupação com a crise e disse que, se houver uma recessão nos Estados Unidos, isso teria conseqüências no mundo todo. Se a crise ocorre em um país pequeno, não acontecerá nada com os grandes, mas se é o contrário, haverá conseqüências para todos, advertiu. Lula enfatizou que não é justo que o país pague por uma dívida que não é de nenhum brasileiro. Por isso, insistiu em que as nações desenvolvidas adotem medidas para combater os efeitos da crise. Não é justo que os países pobres paguem pelos erros dos países desenvolvidos, pois eles não têm condições para realizar um resgate financeiro, afirmou. O presidente também disse estranhar o fato de que os Estados Unidos passeiem agora com sua Quarta Frota pelo Atlântico, depois de ter sido encontrada na região uma j...

Lula recebeu hoje, na sede das Nações Unidas, um prêmio em reconhecimento a sua "exemplar" trajetória política e gestão em favor dos desfavorecidos por parte da "Inter Press Service".

No ato, o presidente brasileiro defendeu um mundo mais equilibrado e democrático e pediu para potenciar o diálogo Sul-Sul.

Também destacou que um dos pilares da democracia é a liberdade de imprensa.

"É uma lição que aprendi na dura luta contra o autoritarismo", precisou.

"Eu sou o resultado da democracia e da liberdade de imprensa, nunca teria chegado a ser presidente do meu país se não fosse assim", disse.

O presidente também recebe hoje a medalha de ouro concedida pelo grupo The Americas Society/Council of The Americas, em Nova York, em reconhecimento por sua contribuição ao continente latino-americano.

EFE va/db

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