Lula pede para países manterem promessas energéticas e ambientais

Port of Spain, 18 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou hoje os participantes da 5ª Cúpula das Américas a manter os compromissos contraídos em matéria energética e ambiental, apesar dos prejuízos causados pela crise mundial.

EFE |

"A crise não deve servir de desculpa para retroceder nos compromissos com tecnologias ambientalmente sustentáveis ou para abrir mão das fontes renováveis de energia", disse Lula na segunda sessão plenária da cúpula, dirigida à segurança energética.

O presidente afirmou que em um mundo que precisa de combustíveis "renováveis, limpos e baratos", a América Latina tem muito a oferecer, pois é uma região que possui as condições meteorológicas e de terreno para produzir energia sem colocar em perigo a segurança alimentar.

"Seríamos os primeiros a condenar os biocombustíveis se ameaçassem a oferta de alimentos ou a preservação de nossas florestas", reiterou Lula.

Ele destacou que os biocombustíveis, menos poluentes que os fósseis, também são um "arma eficaz" na luta contra o aquecimento global, e ressaltou que o Brasil tem condições de compartilhar com outros países a tecnologia que desenvolveu há mais de 30 anos para produzir etanol.

No discurso, o presidente falou sobre os efeitos econômicos da crise mundial, sobre a qual afirmou que, na América Latina e no Caribe, causaram "uma queda das exportações, escassez do crédito internacional, diminuição dos investimentos e contração do turismo e das remessas".

Nesse sentido, afirmou que a região está se esforçando para combater a crise através da integração em infraestrutura e da cooperação em políticas sociais.

O presidente reiterou o apelo para que não sejam fechadas as fronteiras ao comércio internacional, do qual disse que deve ser "um poderoso indutor do desenvolvimento" que pode funcionar como medida anticíclica contra a atual crise.

Lula também participou hoje da reunião dos presidentes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) com o líder americano, Barack Obama, e, posteriormente, manteve um encontro bilateral com o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. EFE joc/db

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