Lula pede facilitação de exportações de manufaturas haitianas

Madri, 24 fev (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos principais parceiros comerciais do Haiti para favorecerem as exportações de manufaturas haitianas para ajudar na reconstrução do país, devastado pelo terremoto de 12 de janeiro.

EFE |

"Pedimos aos empresários e investidores a retomarem seus planos de investimento no país", diz Lula em artigo publicado hoje pelo jornal espanhol "El País", na véspera da visita que fará amanhã ao Haiti.

O presidente reafirma o compromisso de seu país de colaborar com o Haiti para "voltar a erigir" o país caribenho. Para ele, os líderes haitianos foram "legitimamente escolhidos como os verdadeiros condutores da reconstrução do país".

Lula ressalta que o Brasil chegou ao Haiti em 2004, sob mandato da ONU e com o consentimento do Governo local, por meio das tropas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).

Hoje, quase um mês e meio após o terremoto em que morreram 220 mil pessoas, o líder reafirma seu compromisso de colaborar na reconstrução de um país que, para ele, "dava mostras de querer retomar o desenvolvimento, a estabilidade política e a participação democrática".

Após mencionar que o terremoto em "nada acabou com nossa confiança" em um futuro de esperança, Lula lembra que o Brasil está levando "universitários haitianos para que completem seus estudos no Brasil e participem da reconstrução nacional".

Ele assegura que "o Brasil e a Minustah vão persistir, pois sabemos que os haitianos não desistirão".

Em seu artigo, Lula fala destaca o apoio brasileiro, cuja ajuda financeira chega a cerca de US$ 210 milhões adicionais.

"Também estamos multiplicando nossa presença no país: 1,3 mil soldados adicionais serão enviados para reforçar a Minustah", assegurou.

Para ele, trata-se de "um esforço nacional" no qual a "sociedade civil e as empresas brasileiras também estão envolvidas".

Lula considera que a Conferência para a Reconstrução do Haiti, que será realizada em março, representa "a oportunidade de mobilizar internacionalmente uma solidariedade renovada". EFE me/sa

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