Lula pede criação de organismo global para supervisionar sistemas financeiros

Nova York, 24 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defenderam nesta quarta-feira a criação de um colégio internacional para supervisionar e controlar os sistemas financeiros.

EFE |

Esta foi uma das principais conclusões de sua reunião em um hotel de Manhattan que contou também com a participação do primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd; do presidente da Tanzânia e titular de turno da União Africana (UA), Jakaya Kikwete; do premiê dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, e do presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso.

Neste encontro, organizado por Brown aproveitando o início dos debates da Assembléia Geral das Nações Unidas, todos concordaram com a "seriedade" da situação econômica e da desconfiança internacional com a crise do sistema financeiro americano, disseram fontes da delegação espanhola.

Os governantes apoiaram a política de resgate do sistema financeiro americano desde o setor público, impulsionada pela Administração Bush, e confiaram em um "acordo rápido" entre republicanos e democratas.

Lula e seus colegas disseram que é preciso nas próximas cúpulas e reuniões internacionais adotar medidas de supervisão internacional dos sistemas financeiros, "com normas mais estritas e rigorosas", acrescentaram as fontes.

Os governantes pediram que o Fundo Monetário Internacional (FMI) seja encarregado de controlar essa regulação e apostaram na criação do colégio internacional de supervisão.

Brown e Barroso se encarregaram após a reunião de informar suas conclusões ao diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e ao presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

O presidente da CE anunciou que o Conselho Europeu, que se reunirá no dia 15 de outubro em Bruxelas, estudará a adoção de um novo pacote de medidas econômicas.

Os presentes no encontro disseram ainda que a crise financeira internacional não pode servir de "álibi" para frear a política de cooperação e para ignorar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU. EFE nl/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG